Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2018 Número 1613 Ano 86

Manual iluminativo

abril/2018

Anotando os 86 anos deste jornal, que se completam neste mês de abril, lembramos ao prezado leitor que a sua fundação deu-se por iniciativa de Henrique Andrade, na cidade do Rio de Janeiro, motivado pelo interesse em oferecer ao público um veículo de informação do Movimento Espírita brasileiro, bem como a divulgação doutrinária.

Posteriormente, suas raízes foram transplantadas para o Paraná, trazidas por Arthur Lins de Vasconcellos Lopes, passando a ser órgão noticioso da Federação Espírita do Paraná e também importante meio de difusão da Doutrina Espírita.

Observamos que o entusiasmo renovador de ambos personagens centrais da saga deste periódico, assim como de todos aqueles que, ao longo de sua história, contribuíram, e contribuem, com a sua circulação regular, ocorreu, de maneira comum, pelo amor que sentiam e sentem pela causa espírita, que, por sua vez, nasceu para a Humanidade há 161 anos, pelas mãos organizadoras de Allan Kardec, em Paris, França, mais especificamente no dia 18 de abril de 1857, com o lançamento do livro basilar de todo o corpo doutrinário do Espiritismo: O Livro dos Espíritos.

Allan Kardec, conforme anotações do Espírito Vianna de Carvalho, recebidas mediunicamente por Divaldo Pereira Franco (Reflexões Espíritas, cap. 3, ed. LEAL), abriu as portas para a investigação paranormal, pioneiro que permanece insuperado, pedagogo e psicólogo exemplar, equilibrado em todas as colocações apresentadas, que fazem de O Livro dos Espíritos, por ele escrito com a cooperação dos Mentores da Humanidade, uma Obra ímpar, que desafia o segundo século de publicação sem sofrer qualquer fissura no seu conteúdo, num período em que todo o conhecimento sofreu contestação e alterou a face cultural da Terra.

O Livro dos Espíritos, desse modo, não é apenas a pedra angular sobre a qual se ergue a Doutrina Espírita, mas, também, é o tratado de robusta estrutura para orientar a Economia, a Sociologia, a Psicologia, a Embriologia, a Ética, então desvairadas, elucidando a Antropologia, a Biologia, a Fé, cujos fundamentos necessitavam da preexistência e sobrevivência do ser inteligente, que o Espiritismo comprovou e tornou acessível a todo examinador consciente e responsável.

Por ocasião do transcurso dessa data magna para o Movimento Espírita, que deve estar sendo festiva nos corações dos homens e mulheres de boa-vontade, já vinculados às luzes desses conhecimentos sublimes, repetimos o convite a que nos debrucemos um tanto mais no estudo metodizado, sistemático, frequente e rotineiro dessa Doutrina Nova, a fim de que bem compreendamos seus princípios e suas máximas, reconhecendo desde agora que o Espiritismo chegou para iluminar as consciências humanas, propondo uma revolução do amor nos corações, estabelecendo comportamentos de felicidade, quando a esperança já havia abandonado as vidas.

Não nos poupemos ao esforço da melhoria íntima, por profunda transformação moral, comportamental, a que nos devemos dedicar com determinação e coragem.

Miremo-nos nos ensinos espíritas. Vistamo-nos do entusiasmo que o bem propicia aos seres que lhe sentem as virtudes. Devotemo-nos à causa espírita, que faz mártires na abnegação, heróis na luta e santos na renúncia. Sigamos em frente, e para o Alto.

E juntos, cantemos hosanas ao Senhor da Vida, em louvor e em gratidão à mensagem espírita que está à nossa disposição, bem como pelo insigne Codificador da Doutrina Espírita: Allan Kardec.

Ainda segundo as palavras de Vianna de Carvalho, que encontramos no texto acima indicado, sem O Livro dos Espíritos, com seus parâmetros soberanos e esclarecedores, não existe Doutrina Espírita, tanto quanto sem Allan Kardec não existiria esse colosso granítico demarcador da Humanidade, que é O Livro dos Espíritos, que o porvir bendirá, tornando-se manual iluminativo para as consciências do presente e do futuro.

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