Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2018 Número 1613 Ano 86

Lições para a vida

Um Brasil de esperanças

novembro/2018

O Brasil tem filhos muito especiais.

Um deles é Arthur Moreira Lima, uma das mais importantes personalidades da cultura brasileira.

Projetou-se internacionalmente no Concurso Chopin, de Varsóvia. Também nos Concursos de Leeds, na Inglaterra e Tchaicovsky, em Moscou.

A crítica mundial o considera extraordinário intérprete do grande repertório romântico.

Esse brasileiro é o criador, produtor e empresário do programa Um piano pela estrada.

Ele transporta, literalmente, o concerto todo, dentro de um caminhão-baú, inclusive seus sofisticados pianos de cauda. O próprio palco é o resultado da conversão do baú do veículo, a cada concerto, em área de cena.

E tem som amplificado independente, iluminação, telão, camarim com ar condicionado.

Arthur Moreira Lima viaja pelo Brasil. Já foram mais de quinhentos concertos, desde 2003, para cerca de um milhão de pessoas, em lugares públicos, de forma gratuita.

Música para o povo, erudita e popular.

Durante cerca de hora e meia, ele interpreta Bach, Beethoven, Chopin, Mozart e Villa-Lobos, intercalando com nossas músicas populares, que se tornaram clássicas.

Em setembro, ele esteve na capital paranaense e seu espetáculo foi aberto por crianças integrantes do Musicar, projeto da Fundação Cultural de Curitiba.

Meninos e meninas das escolas municipais estudaram músicas eruditas e populares, buscando fazer uma ponte com o programa que seria apresentado pelo pianista.

Para muitos deles, foi a primeira vez que assistiram a um concerto de piano. Mais do que isso, participaram ao lado do grande virtuose.

*   *   *

Enquanto muitos apenas falam de crise, há quem alimente a nossa gente com o êxtase da boa música.

Artistas que arrebatam mentes infantis e juvenis para a arte, para o belo, para o bom.

Crianças e jovens que desejarão ser tão bons nas artes quanto eles. E por isso dedicarão horas dos seus dias à música, aos ensaios, inebriando a própria alma.

Enquanto houver pessoas assim, o Brasil tem esperança de dias em que nossos filhos não temerão frequentar as escolas ou sair às ruas.

Esperança de que os sons das armas de fogo serão substituídos pelas notas do piano, do violino, de toda uma orquestra.

Esperança de que gritos de dor serão substituídos pelo canto alegre das vozes infantis e juvenis, em uníssono coro.

Jornal Bem Paraná, de 5 de setembro de 2018.

 

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