Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Lições para a vida

Uma greve diferente

julho/2018

Motoristas de ônibus de uma empresa, na cidade de Okayama, no sudoeste do Japão, tomaram as ruas em protesto, em maio, fazendo uma greve incomum. Segundo o site japonês Japan Today, enquanto tecnicamente estavam em greve, os motoristas continuaram a dirigir os ônibus em suas rotas pegando passageiros, mas sem aceitar o pagamento da passagem.

Segundo a publicação, os motoristas da Ryobi Group passaram a temer pela estabilidade de seus empregos desde 27 de abril, quando uma empresa concorrente, a Megurin, começou a operar linhas de ônibus sobrepondo as operadas pela Ryobi, com uma tarifa mais barata.

Além disso, os ônibus da empresa rival Megurin são personalizados com rostinhos fofos, o que os tornam muito mais atrativos.

Os empregados da Ryobi Group solicitaram à gerência da companhia  mais garantias da segurança de seus trabalhos, mas não foram atendidos. Por esse motivo, declararam uma greve.

O Japan Today explica que, em situações como essa, os patrões costumam usar a paralisação contra os empregados, sugerindo ao público que os motoristas estão pensando em suas próprias necessidades antes dos deveres para com a comunidade. Para mostrar que esse não é o caso, os motoristas da Ryobi continuaram trabalhando sem aceitar pagamentos de passageiros, em períodos determinados.

Em fotos publicadas nas redes sociais, é possível ver os motoristas trabalhando com as catracas dos ônibus cobertas por um pano branco.

A greve de ônibus de Okayama é uma greve maravilhosa que não cobra taxas de clientes, diz uma das publicações.

Sem atentarmos se a greve deu certo ou não, ou a quem cabe a razão, o registro serve para nos sugerir formas diferentes de realizarmos nossas reivindicações, ou seja, sem prejudicarmos a outrem.

Uma interessante lição!

Assine a versão impressa
Leia também