Jornal Mundo Espírita

Julho de 2020 Número 1632 Ano 88

Lições para a vida

Brasil conquista medalha inédita na astronomia

outubro/2014

Na mesma semana em que Artur Ávila Cordeiro de Melo, matemático brasileiro, conquistou a Medalha Fields, o Brasil teve outra conquista na área de Ciências Exatas, dessa vez protagonizada por alunos do ensino médio.

Cinco estudantes conseguiram a Medalha de Prata, em prova por equipe, na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, conquista inédita no país.
O evento, que terminou no domingo, 10 de agosto, ocorreu na cidade de Suceava, na Romênia.

O grupo brasileiro também obteve, nas provas individuais, duas medalhas de bronze e três menções honrosas.

Essa competição tem nível muito elevado, e os alunos brasileiros se destacaram, diz o coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, Eugênio Reis.

Ele acompanhou os estudantes: Esses jovens que voltam com a medalha mostram para os demais que isso é uma coisa possível; que basta se dedicar, que se tem chance.

Ao todo, participaram da Olimpíada duzentos e oito estudantes, de trinta e nove países. O Brasil é um dos países que participa desde a primeira edição.
Na última, os grupos tiveram noventa minutos para calcular a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide, em rota de colisão com a Terra, e salvar o planeta.

Para as contas, puderam usar apenas objetos contidos em uma caixa: réguas, massa de modelar, barbante e papel milimetrado. A Medalha de Ouro ficou com o Canadá e a de bronze com a Lituânia.

A preparação dos estudantes vem desde o ano 2013, com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, voltada para estudantes de escolas públicas e particulares.
No ano passado, foram oitocentos mil inscritos em todo o país. Os participantes que se destacaram foram convidados a continuar estudando.

Foi uma experiência indescritível, sintetiza Felipe Vieira Coimbra, de 16 anos.
Ele é aluno do segundo ano do Instituto Dom Barreto, em Teresina (PI).
O colégio particular está entre as notas mais altas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Como astronomia não está no currículo escolar, Felipe diz que todo o estudo que teve foi por conta própria, com livros e apostilas usadas em universidades. (grifos nossos)

Além da Medalha de Prata, o jovem carrega no currículo duas Medalhas de Ouro na Olimpíada Brasileira de Física. 

Ele diz que prefere não restringir os planos para o futuro, mas adianta que pretende seguir na área de Exatas e cogita o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) como objetivo.

Na escola, é quase um clichê, as Exatas são as matérias menos populares. Mas não sou o único no Brasil, tem muita gente que se destaca, o Artur é um exemplo.

www.sonoticiaboa.com.br

Jovens que estudam, além do currículo escolar. Jovens que se esmeram em sua formação intelectual constituem exemplos a serem seguidos. São lições para muitas vidas.

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