Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Lições para a vida

Doação de órgãos

novembro/2016

O The Washington Post contou, há alguns meses, a história emocionante de um jovem de 25 anos, Kendrick Murray, que morreu em setembro de 2015 depois de ter uma crise epilética no trabalho e, com a queda, ferir gravemente a cabeça.

Durante uma semana ele ficou internado mas,  não resistiu e a mãe, Adrian, se viu diante não apenas da perda do filho, mas da decisão de doar os seus órgãos.

Para sua surpresa, descobriu que o filho já tinha declarado que seria doador de órgãos e, por isso, ela resolveu atender-lhe a vontade. Na ocasião, Adrian se lembrou de que o filho havia comentado sobre o estado de saúde do pastor da igreja que a família frequentava, Michael Minor, com falha renal em decorrência da diabetes. Quando Kendrick morreu, Minor já estava com os rins praticamente sem funcionar e só um transplante salvaria sua vida.

Adrian foi para o hospital e colocou o nome do pastor no cadastro de doação dos órgãos do filho. Em poucas horas, o pastor tinha feito a cirurgia.

Contudo, o que ela queria mesmo era saber com quem estava o coração de Kendrick.

Uma prima, Clintoria, tinha passado por sérios problemas cardíacos e aguardava um transplante de coração há dois anos. A situação era tão grave que Clintoria estava quase sendo internada para que seu coração ficasse batendo mecanicamente. Acontece que, um dia após a morte de Kendrick, ela recebeu a tão esperada ligação, dizendo que havia um coração disponível para transplante.

Adrian ligou uma informação à outra e pensou que o coração do filho estava muito mais perto do que ela poderia imaginar. Como não havia estipulado um destinatário para receber o órgão, preencheu um cadastro na agência de doações responsável pelo procedimento.

Na véspera do dia em que Kendrick completaria 26 anos, a mãe recebeu uma carta informando que a pessoa que havia recebido o coração de seu filho se chamava Clintoria Ann Johnson.

Para Adrian, a alegria de saber que o coração do filho continuava, ainda que de maneira não planejada, em sua família, foi reconfortante e emocionante.

Atualmente, Adrian se dedica a fazer campanhas em prol da doação de órgãos – e ninguém melhor do que a mãe de um doador para nos lembrar da importância que é pensar sobre o tema e avisar aqueles de nosso convívio sobre a nossa vontade.

Fonte: The Washington Post/Travis M. Andrews
http://www.megacurioso.com.br/medicina-e-psicologia/99790-doacao-de-orgaos-
o-relato-desta-mae-sobre-a-morte-do-filho-vai-te-comover.htm

consulta efetuada em 3.8.2016.


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