Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Lições para a vida

Menina que nasceu sem as mãos ganha concurso de caligrafia nos Estados Unidos

julho/2015

Uma menina de sete anos, que nasceu sem as mãos, ganhou um prêmio de caligrafia nos Estados Unidos. Annie Clark, que estuda em uma escola da região de Pittsburgh, foi a primeira ganhadora da premiação Nicholas Maxim, concedida por uma editora. A premiação data de abril de 2012, mas não deixa de ser um exemplo.

Além de escrever, a garota também aprendeu a pintar, desenhar e colorir. Annie também nada, se veste, come e abre latas de refrigerante sozinha. A menina, que também consegue usar o iPod touch e computadores sem ajuda, quer escrever um livro sobre animais, no futuro.

Annie foi adotada por Tom e Mary Ellen Clark e tem oito irmãos, cinco deles, adotivos. Ela, assim como os irmãos, são chineses. Quatro dos adotivos têm deficiências que afetam as mãos ou os braços. Outras duas irmãs de Annie, Alyssa, dezoito anos, e Abbey, de vinte e um, têm síndrome de Down.

Nós não estávamos procurando adotar crianças com necessidades especiais, mas foi o que aconteceu, disse Mary Ellen. Essa foi a família que Deus quis que tivéssemos.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/04/19/menina-que-nasceu-sem-as-maos-ganha-concurso-de-caligrafia-nos-estados-unidos.htm

 

Não sabemos o que mais emociona. Se a menina sem mãos com caligrafia que merece prêmio ou os pais adotivos, com a demonstração de amor, adotando não somente uma, mas cinco crianças, sem se importar com suas necessidades especiais.

Vivemos, com certeza, num mundo em grande transformação. Um mundo em que o amor demonstra a sua força de muitas formas.

Amor que é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.

Ou simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.

Também um mundo em que o Espírito demonstra que, acima de quaisquer dificuldades de ordem física, pode se manifestar, dizendo da sua vontade de vencer, porque ele é o comandante da nave física.

Superar as próprias limitações é um grande desafio. Todos os dias, muitas pessoas lutam para moverem pernas imobilizadas, submetendo-se a exaustivas sessões de fisioterapia.

Todos os dias, criaturas portadoras de variadas deficiências se tornam heróis e heroínas anônimas, superando seus limites e vivendo tanto ou mais intensamente do que muitos que apresentam a normalidade física e mental.

São tais seres que nos lecionam, com seu exemplo, que a vida vale sempre a pena ser vivida, não importando em que condições, pois o que conta mesmo é o desafio, a conquista, a vitória.

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