Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87

Lições para a vida

Coral Alzheimer: música traz lembranças

abril/2015

Um Coral, formado apenas com pacientes que têm Alzheimer, está emocionando as famílias e ajudando a trazer de volta lembranças distantes, de fases boas da vida desses cantores.

Eles não sentem que têm a doença quando estão cantando. É um momento para que se lembrem de quem eles eram antes do surgimento da doença, conta Anne Sterner, filha de uma das participantes do Coral.

A mãe de Sterner, muitas vezes, tem dificuldade de falar, mas, segundo a filha, ela tem muito menos dificuldades nas canções.

Sabemos que a música é armazenada em uma parte do cérebro que é uma das últimas a serem afetadas pelo Alzheimer, explica Mary Lenard, que fundou o Coro com Marge Ostroushko.

 

O Coral
Uma vez por semana, pacientes com Alzheimer e demência se reúnem em Minneapolis, nos EUA, e cantam músicas do passado no Giving Voice Chorus.

No repertório, canções cativantes dos Beatles ou Rodgers & Hammerstein.

E eles se divertem: As emoções, a alegria, a diversão, o humor são colocados para fora, como na época em que eram jovens.

Os doentes são, muitas vezes, acompanhados por um membro da família, ou um ente querido. Jerry Parks, que foi diagnosticado com início precoce de Alzheimer, aos 56 anos de idade, diz que alguns dos melhores momentos que ele tem com sua esposa, agora, estão no Coral.

Tem sido edificante, disse ele. É maravilhoso.

www.sonoticiaboa.com.br

 

Colhemos em O Espiritismo na Arte, de Léon Denis (cap. 7): A música, melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida; por isso ela é a própria voz do mundo superior.

A voz humana possui também, quando é verdadeiramente bela, entonações de uma flexibilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos. Ainda melhor do que isto, ela pode expressar todos os estados de espírito, todas as sensações da alegria e da dor, desde a invocação de amor até as entonações mais trágicas do desespero. É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.

Com efeito, a lei das vibrações harmônicas rege toda a vida universal, todas as formas da arte, todas as criações do pensamento.

Ela introduz equilíbrio e ritmo em todas as coisas. Ela influi até sobre a saúde física por sua ação sobre os fluidos humanos.

Em todos os tempos, e ainda nos dias atuais, a arte musical foi aplicada à terapêutica, e com resultado.

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