Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88

Lembrando um sesquicentenário

outubro/2020 - Por Mary Ishiyama

Neste mês, homenageamos os 150 anos de nascimento de José Nogueira dos Santos, transcorridos no dia 2. Natural de Palmeiras, Paraná, desencarnou em Curitiba, em 24 de julho de 1956.

Ele foi professor no Instituto Comercial do Paraná, músico e inventor de um instrumento musical denominado Politon. Escritor, publicou Manual de Estenografia. Como poeta, deu à luz o livro Vigílias, com mais de cento e vinte poesias.

Ingressou na FEP, em 13 de julho de 1913, representando o Centro Espírita Paz e Luz, de Paranaguá. Presidente eleito da FEP para os anos 1915; 1929 – 1931.

No exercício de sua presidência, assinou a escritura de compra da área do terreno no bairro Bom Retiro, onde foi construído o Sanatório Bom Retiro, depois Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro que, em 2012, foi transferido para o bairro Jardim Botânico.

Labutou ao lado de grandes amigos como Arthur Lins de Vasconcellos e Flávio Ferreira da Luz, na direção da Federativa.

Suas palestras eram repletas de profundos ensinos doutrinários, pois que era grande estudioso dos ensinos de Kardec. Seu verbo fluente e sua linguagem castiça, deleitava o público sedento de Jesus.

Foi diretor das Escolas Elementares e das Escolas de Doutrina, presidente da Sociedade Publicadora Kardecista.

Em 12 de janeiro de 1936, deixou o Conselho Deliberativo, após mais de vinte anos de trabalho. Tornou-se membro honorário do Conselho e Sócio Benfeitor da FEP.

Em certo Dia da Poesia, no Centro de Letras do Paraná, foram lembradas e lidas, por sua neta Lygia Lopes dos Santos, as poesias que dedicou ao amigo Dario Vellozo, por ocasião das homenagens na FEP, quando de sua desencarnação, no ano de 1937.

Sob a carne, tua alma sequestrada,

Cantava, como a ave encarcerada,

O seu canto de amor à liberdade.

Ao culto fervoroso da amizade

Um templo erguias de mágico esplendor.

Corriam a ouvir-te sábios e estetas

De ciência e arte, fúlgidos atletas,

Iam ouvir a tua palavra augusta,

Que cascateava, impávida e robusta,

A linfa pura da paz e do amor.

Demarcando a significativa data do nascimento de José Nogueira dos Santos, recordamos suas próprias palavras: Se a morte abate o corpo, que é matéria, liberta a alma e, na amplidão etérea a faz brilhar à luz da natureza, lá onde existe a paz e a beleza… Na imensidão das constelações!

Assine a versão impressa
Leia também