Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Lavradores

abril/2010

“O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.”
Paulo (II Timóteo, 2:6)

 Há lavradores de toda classe.

Existem aqueles que compram o campo e exploram-no, através de rendeiros suarentos, sem nunca tocarem o solo com as próprias mãos.

Encontramos em muitos lugares os que relegam a enxada à ferrugem, cruzando os braços e imputando à chuva ou ao sol o fracasso da sementeira que não vigiam.

Somos defrontados por muitos que fiscalizam a plantação dos vizinhos, sem qualquer atenção para com os trabalhos que lhes dizem respeito.

Temos diversos que falam despropositadamente com referência a inutilidades mil, enquanto vermes destruidores aniquilam as flores frágeis.

Vemos numerosos acusando a terra como incapaz de qualquer produção, mas negando à gleba que lhes foi confiada a bênção da gota d’água e o socorro do adubo.

Observamos muitos que se dizem possuídos pela dor de cabeça, pelo resfriado ou pela indisposição e perdem a sublime oportunidade de semear.

A Natureza, no entanto, retribui a todos eles com o desengano, a dificuldade, a negação e o desapontamento.

Mas o agricultor que realmente trabalha, cedo recolhe a graça do celeiro farto.

E assim ocorre na lavoura do espírito.

Ninguém logrará o resultado excelente, sem esforçar-se, conferindo à obra do bem o melhor de si mesmo.

Paulo de Tarso, escrevendo numa época de senhores e escravos, de superficialidade e favoritismo, não nos diz que o semeador distinguido por César ou mais endinheirado seria o legítimo detentor da colheita, mas asseverou, com indiscutível acerto, que o lavrador dedicado às próprias obrigações será o primeiro a beneficiar-se com as vantagens do fruto.

 (Fonte Viva. Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, cap. 31, ed. FEB)

 

Nós, que somos lavradores responsáveis por plantar a semente do Evangelho de Jesus nos corações das crianças e jovens que frequentam a evangelização infantojuvenil, não percamos tempo com questões de menor importância, mas sim fiquemos atentos à nossa plantação, cuidando dela com amor e carinho, evitando que ervas daninhas tomem conta, prejudicando todo o trabalho que Jesus nos confiou.

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