Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
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José Nogueira dos Santos

dezembro/2008

O professor José Nogueira dos Santos foi o 6º presidente da Federação Espírita do Paraná e um dos seus mais atuantes membros, contando mais de 20 anos como seu diretor.

Nascido na cidade de Palmeira, Estado do Paraná, em 2 de outubro de 1870, e desencarnando em Curitiba, em 24 de julho de 1956, foi exemplo de homem equilibrado em sua existência terrena de 85 anos.

Foi casado com Dona Maria da Luz Pinto e de seu matrimônio nasceram 9 filhos, dos quais cinco mulheres e quatro varões.

O professor Nogueira foi músico e inventor.

De sua invenção existe um instrumento musical denominado “Politon” e um Manual de Estenografia.

Foi também poeta, tendo produzido excelentes versos.

Em 1951, publicou o livro “Vigílias” contendo mais de 120 poesias.

Lecionou no Instituto Comercial do Paraná de 10 de maio de 1910 até 22 de fevereiro de 1932.

Ingressou na Federação Espírita do Paraná em 13 de julho de 1913, como delegado do Centro Espírita “Paz e Luz”, de Paranaguá.

Em 10 de janeiro de 1915 foi eleito presidente da mesma entidade, tendo deixado o cargo a 9 de janeiro de 1916.

Grande amigo de Arthur Lins de Vasconcellos e de Flávio Ferreira da Luz, compõem os quadros direcionais da Federação por longos anos.

Em seus 20 anos de atividades constantes nos quadros da Casa Máter do Espiritismo do Paraná exerceu vários cargos e funções, como um dos mais legítimos servidores: presidente: de 1915-1916 e de 1929-1932; 1º vice-presidente: de 1921-1922, de 1924-1925, de 1927-1928, 1929 e de 1933-1935; 2º vice-presidente: de 1922-1923 e de 1928-1929.

Em suas várias atividades foi diretor do Núcleo Central e membro das mais importantes Comissões.

Exerceu a direção das Escolas Elementares e das Escolas de Doutrina, assim como a presidência da Sociedade Publicadora Kardecista.

No exercício da presidência da FEP foi que assinou a escritura de compra da área do terreno onde está construído o Hospital Espírita de psiquiatria Bom Retiro.

Em 12 de janeiro de 1936 deixou o Conselho Deliberativo após mais de 20 anos e foi elevado a categoria de sócio benfeitor da Federação e membro honorário do Conselho Deliberativo.

Conhecedor dos ensinos doutrinários e sempre fiel à linha da Codificação, por muitas vezes usou da palavra em público para ensinar e deleitar aos que escutavam seu verbo sempre fluente e sua linguagem castiça.

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