Jornal Mundo Espírita

Novembro de 2018 Número 1612 Ano 86

Jesus matou e o Espiritismo sepultou a morte

novembro/2013 - Por Rogério Coelho

O nascimento e a morte não são dois estados diferentes,
mas sim aspectos diferentes do mesmo estado.

Gandhi.

Quem toma conhecimento do Evangelho de Jesus, passa a deslumbrar-se com o maior poema de louvor à vida!  Seus ensinamentos desvelam os luminescentes painéis do Infinito, fazendo realçar a vida abundante e plena após a escuridão tumular, como muito bem expressam essas palavras em João, 8:51:  Se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.

Por que, então, após dois mil anos   de implantação das Informações Novas o homem não desmistificou a morte? A explicação está no fato de que a Humanidade vem colocando os valores materiais e imediatos acima   dos espirituais…  E nisso, até as religiões pecaram ao substituir por dogmas e meros formalismos exteriores a essência   dos ensinamentos de Jesus, tão simples em sua origem.

Assiste, pois, toda razão ao excelente cultor das  letras  espíritas: Guaracy Paraná Vieira que,  em  mensagem psicografada pelo médium Napoleão de Araújo, em 20.10.1993, no Centro de Estudos Espíritas Francisco de Assis, afirmou: a  chamada  morte,  tão  temida  pela maioria  dos  encarnados, na realidade é  uma  convenção  humana, pois,  se  o Espírito preexiste e sobrevive ao corpo, este  é  um mero instrumento de trabalho: todo instrumento se desgasta, mas o artífice continua o trabalho, procurando se valer de outro. O corpo físico, pois, é um excelente veículo para que se efetue o progresso. Mas daí a termos supervalorizado o aspecto da separação do Espírito e do corpo não há maior validade.

         O homem esclarecido pela   Doutrina   dos Espíritos, logo compreenderá este aspecto do fenômeno mais certo de ocorrer a cada ser encarnado.  Porque, no fundo da questão, a morte não existe.  Nós a convencionamos.  Jesus, o Mestre dos mestres, já a derrotou e provou que ela é uma criação humana.

A esplendente madrugada de luz testemunhada por Maria de Magdala continua a perenizar-se na intimidade de todos quantos guardam a palavra de Jesus no relicário da alma.  Alvíssaras de tempos novos, o advento do Espiritismo, consolidando as palavras de Jesus, plenificará a Humanidade de conhecimentos.

Um Espírito amigo afirma[1]: Quantos   prejuízos   antigos vão desmoronar em bloco quando o Espírito, como uma acha de duplo gume, vier decepá-los pelos fundamentos.

         (…) O materialismo será abatido em seus discursos por uma palavra mais eloquente do que a sua e pelo fato patente, positivo e averiguado por todos, visto que grandes e pequenos, novos Tomés, poderão tocar com o dedo.

         O velho e carcomido mundo estala por toda parte; o velho mundo acaba e com ele todos esses ultrapassados dogmas, que só reluzem ainda pelo dourado que os cobre.

         Avante! Diz ela: alargai a estrada, os irmãos nos seguem; ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.  Os vossos   santos   mártires absolutamente não estão mortos, para que se lhes imobilize o presente.  Eles entreviram a nossa época e se lançaram à morte como à estrada que havia de conduzi-los lá. A cada época o seu gênio.  Queremos lançar-vos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte.

          Rejubilai-vos, pois, todos vós que aspirais à felicidade e que desejais participem dela os vossos irmãos, como vós mesmos: o dia chegou! A Terra trepida de alegria, porquanto vai assistir ao começo do reinado da paz que o Cristo, o Divino Mestre, prometeu, reinado cujos fundamentos Ele desceu a assentar.

A Imortalidade estua, exuberante, após o decesso carnal, e a cada um será dado de acordo com as suas obras, conforme asseverou Jesus. (Mt. 16:27).

Somos herdeiros de Deus e o Reino dos Céus é nossa herança que será usufruída em regime de vida abundante.

Jesus, o vexilário do túmulo vazio, levantou, em definitivo, a lápide tumular.  Ergamos, também, o véu da ignorância, derribando   os ancilosados   dogmas, enganos   e informações ultrapassadas, desvelando as imarcescíveis verdades trazidas pelo Divino Amigo, repetindo com o inolvidável Vidente de Damasco: Onde está, ó morte, o teu aguilhão?  



[1] – KARDEC, Allan. Obras póstumas. 25. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1990, pt. 2, cap. A nova geração.

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