Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
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Inter-Regional Noroeste

julho/2011

A Federação Espírita do Paraná não para…

Mais um evento permeado de muita alegria, essencial para que se estabeleça o clima de verdadeira fraternidade, que é o lastro sobre o qual se têm sustentado as relações dos trabalhadores do Movimento Espírita… assim foi como se desenhou a Inter-regional Noroeste, realizada nas dependências da AMEM – Associação Espírita de Maringá, no dia 18 de junho de 2011.

A Inter Noroeste contempla as Uniões Espíritas da 7ª Região (Maringá, representada por Alcides Batista Silveira), 8ª Região (Paranavaí, Wandrey Mundin), 9ª Região (Campo Mourão, Edemilson Siqueira), 11ª Região (Umuarama, José Tereziano). Cada União Regional, por sua vez, envolve várias cidades e várias Casas Espíritas.

7ª URE: Astorga, Colorado, Itambé, Mandaguaçu, Marialva, Maringá, Paissandu, Santa Fé, Sarandi.

8ª URE: Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Loanda, Nova Esperança, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranavaí, Santa Cruz do Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, São Carlos do Ivaí, São Pedro do Paraná, Terra Rica.

9ª URE: Altônia, Cruzeiro do Oeste, Francisco Alves, Iporã, Mariluz, Pérola, Umuarama.

11ª URE: Campo Mourão, Cianorte, Cidade Gaúcha, Fênix, Goioerê, Peabiru e Terra Boa.

No sábado à noite foi realizada no salão do Hotel Deville a reunião de dirigentes. Nela estiveram presentes quase 70 representantes de várias instituições, como: C. E. Fé, Amor e Caridade, de Paranavaí; Associação Espírita de Maringá – AMEM; C. E. Allan Kardec, de Peabiru; S. E. Meimei, de Campo Mourão; C. E. Caminheiros, de Maringá; C. E. Dr. Adolfo Bezerra de Menezes; C. E. Ismael, de Maringá; C. E. Jesus de Nazaré, de Maringá; C. E. Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, de Paranacity; C. E. Francisco de Assis, de Nova Esperança; C. E. Allan Kardec, de Cruzeiro do Sul; C. E. Allan Kardec, de Colorado; C. E. Aprendizes do Amor, de Santa Fé; C. E. Luz e Verdade, de Paranavaí; C. E. André Luiz, de Marialva; C. E. Allan Kardec, de Paraíso do Norte; C. E. Francisco Cândido Xavier, de São Carlos do Ivaí; C. E. Paulo de Tarso, de Marialva; C. E. Chico Xavier, de Alto Paraná; C. E. Allan Kardec, de Terra Boa; C. E. Nosso Lar, de Paranavaí; Recanto Espírita Somos Todos Irmãos, de Maringá; C. E. Luz e Caridade, da Mandaguaçu; C. E. Allan Kardec, de Cianorte; C. E. Allan Kardec, de Altônia.

Além das instituições e dos conselheiros da Federação Espírita do Paraná, que representam a região, como Danilo Arruda da Luz (por Maringá), presente em todas as horas, um verdadeiro anfitrião, e Osvaldo Monteiro (por Paranavaí), vale destacar a simpatia e presteza do confrade Paulo Cesar Moro, secretário inter-regional Noroeste.

Francisco Ferraz iniciou exaltando o objetivo da IR, que se assenta na confraternização entre os dirigentes, na possibilidade de elastecermos e reforçarmos os laços de amizade. Comentou, também, que a DIREX tem procurado patrocinar, fazer aporte de recursos para que os eventos aconteçam em todo o Estado, para que não haja solução de continuidade nas tarefas.

Falou dos reflexos da XIII Conferência Estadual Espírita e de como esse investimento trouxe repercussão positiva no crescimento do entusiasmo dos espíritas do Paraná. Assim, a C. E. E. é um evento extraordinário, que reúne dezenas de milhares de pessoas, e que tem despertado o interesse de todos.

Aproveitou o ensejo das notícias e da prestação de contas das ações da Diretoria para dizer que a FEP passou a ter uma cadeira no Conselho de Assistência Social da FIEP. Esse Conselho reúne várias instituições religiosas, gerando um espaço ecumênico para debate dos interesses comuns à causa do bem. Noticiou uma possível parceria que o PROVOPAR irá fazer com o Movimento Espírita no Paraná, através de sua diretora Ana Ghignone. Obviamente, esta motivação se deve a um trabalho sério e extremamente respeitável que a Escola Profissional Maria Ruth Junqueira desenvolve há mais de 50 anos em todo o Estado.

Parceria com Haroldo Dutra Dias e os números da Editora FEP. Francisco parabenizou e elogiou todas as URE e trabalhadores que acolheram Haroldo nessa sua jornada. Falou do evento IR com Raul Teixeira, que será realizado em Umuarama nos dias 20 e 21 de agosto de 2011. A respeito de Divaldo Franco, aguarda resposta com os dias de sua presença, antes de dezembro, no interior do Paraná. Divaldo deverá promover o encontro Você e a Paz em Londrina e Curitiba. Além disso, estará em Curitiba, assim como Raul, no final do ano, para o encerramento das atividades doutrinárias de 2011: 50 anos da Escola Profissional Maria Ruth Junqueira; 50 anos do CEI Josefina Rocha; 35 anos da Mariinha… Todas as datas significativas que reconhecem as atividades que as Unidades Sociais da FEP desenvolvem para o engrandecimento da sociedade paranaense.

Falou da reforma, da revitalização do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, na qual a FEP empregou recursos para que os pacientes pudessem ter a dignidade que merecem e que está de acordo com a filosofia de tratamento da Federação.

Dando prosseguimento à prestação de contas, Luiz Henrique da Silva, em breves palavras, falou do atual estágio das obras do Recanto Lins de Vasconcellos, unidade da FEP destinada a servir como espaço de acolhimento a trabalhadores do Movimento Espírita que desejem participar e realizar cursos e encontros de aperfeiçoamento, de instrumentalização a partir dos quais possam desenvolver melhor os seus trabalhos em suas Casas.

Encerrando a fala dos diretores executivos administradores, Daniel Dallagnol, de maneira objetiva, apresentou as ações da Editora FEP, seus propósitos e seus resultados. Falou de dois aspectos fundamentais: parceiros como Divaldo, Suely, Haroldo, Alberto e Sandra Borba são parceiros que respondem pela segurança e pelo êxito da Editora. A segunda frente é a questão dos resultados e da própria viabilidade econômica, mas, sobretudo, pela capacidade que esses parceiros têm de gerar credibilidade e, portanto, atratividade no público que consome o livro. Ressaltou o fato de a FEP capitalizar esses parceiros para que possam, com esse apoio financeiro, produzir o livro e colocar no mercado. Além disto, todo esse apoio fomenta ações importantíssimas desses nobres expositores em todo o mundo, incluindo as atividades de ação social sob suas responsabilidades. Assim, ele exaltou a necessidade de desenvolvermos uma sensibilidade para buscarmos ser parceiros da Editora FEP, da Livraria Mundo Espírita, uma vez que todos os resultados auferidos são investidos na dinamização do próprio Movimento Espírita do Paraná, pois são superavitários.

José Virgílio Góes, diretor de Unificação, enfatizou a presença dos 67 dirigentes espíritas na reunião, fato que merece reconhecimento de todos. Além disso, destacou que hoje não existem motivos para que um Centro Espírita permaneça fora do sistema federativo, afastado das demais Instituições que estão abraçadas em torno da Causa da Unificação. “Todos nós somos missionários desta doutrina novíssima que o Cristo trouxe para consolar o mundo” (Góes).

Palavra das URE…

Edemilson Siqueira, presidente da 11ª URE, falou do reconhecimento e da seriedade com que o trabalho da FEP é feito pela sua equipe de trabalho. Além disso, mencionou o crescimento do Movimento na região, com a implantação de Casas em novas regiões.

José Tereziano, presidente da 9ª URE, agradeceu à FEP, como um todo, pelo apoio prestado à região. Apresentou o confrade Edgar, de Altônia, que talvez seja a mais distante das Casas em relação à sede administrativa da FEP, com cerca de 650 km. Anunciou a presença de Raul Teixeira em agosto, em Umuarama, em evento direcionado a dirigentes espíritas.

Wandrey Mundin, presidente da 8ª URE, falou de como é evidente o apoio da FEP na região, pois o trabalho se desenvolve sem maiores dificuldades, justamente pelo apoio irrestrito. Agradeceu a todos os presidentes pela presença. A 8ª URE foi a que mais Casas trouxe para a reunião.

Alcides Batista Silveira, presidente da 7ª URE, igualmente agradeceu pelo apoio incondicional que a Direx tem dado, sempre atendendo aos apelos da região. Afirmou que, apesar de nas reuniões, algumas vezes, tratarem de números, hoje fica clara a destinação desses recursos, que possibilitam e viabilizam os eventos, os encontros feitos em todo o Estado.

Danilo Arruda, conselheiro da FEP: “Uma reunião como esta só é possível, com tantos presidentes, com tantos representantes, com investimento, e algo assim é um grande exemplo de Unificação que além de emocionar traz segurança e esperança”.

Osvaldo Monteiro, conselheiro da FEP, disse que participar de um encontro como este é uma alegria sem medidas, pois é a oportunidade de aproximação da Casa Espírita com a Casa Máter do Espiritismo no Paraná. Felicita-se, também, pelo fato da FEP colocar ao alcance da Humanidade, de volta, através de parcerias, livros como os da série psicológica de Joanna de Ângelis. Ele diz que, em que pese toda a tecnologia disponível atualmente, o livro ainda é o carro-chefe da divulgação, é “aquele amigo que sempre está lá na gaveta, aguardando nosso chamado”.

Lannes Csucsuly manifestou sua emoção em um evento como este, que, ao aproximar os espíritas, aconchega e aquece o coração dos trabalhadores dedicados que, se isolados, podem perder o entusiasmo. É este movimento de Unificação que dá segurança para todos aqueles que militam em suas Casas.

Ivone Csucsuly disse que a AMEM está preparada para receber os trabalhadores da Inter-regional neste domingo. Ela disse que com o apoio da FEP, a AMEM está com a sua livraria ampliada e todos teremos a oportunidade de conhecer. As vendas aumentaram porque o livro é uma necessidade para as pessoas. Agradeceu pelo apoio dado na transferência do estúdio de TV onde é gravado o programa “O Espiritismo Responde” para a sede da AMEM.

Adauto Múcio, vice-presidente da 7ª URE, falou que, apesar do pouco consumo de livros, é necessário, ainda assim, que as Casas busquem a parceria.

José Mourão, de Paranacity, informou, por considerar interessante, que em Paranacity existe uma emissora FM, de rádio, na frequência de 88,1 MHz, recentemente adquirida por um grupo de Ponta Grossa, que tem uma rede em várias regiões do Paraná. Essa emissora erigiu uma torre com 150m de altura, e retransmite o programa Momento Espírita que, em função de seu alcance, atinge cidades que margeiam o rio Paraná.

Rubens Marcon, da 7ª URE: Francisco parabenizou o trabalho feito no Recanto Espírita Somos Todos Irmãos, administrado por este e outros companheiros de Maringá. Destacou que tem parceria com a fundação Hildebrando de Araújo, da FEP, na área de Informática. Fez uma singela homenagem aos pioneiros do Movimento Espírita que no passado, com muitas dificuldades, fizeram lastro para estarmos aqui, hoje, em um espaço confortável.

Francisco Ivantes, de Paranavaí – C. E. Luz e Verdade confessou que tem estado ausente do Movimento em sua cidade e que, apesar de estar há pouco tempo no Movimento, tem recebido, desde a infância, o consolo do Espiritismo. Questionou se existe algum tipo de auxílio que a Casa possa receber, do ponto de vista financeiro. Francisco disse que livros podem ser doados pela Editora para que a Casa aufira recursos.

Elaine, de Mandaguari, disse que a vinda de Raul, estimulada e ajustada por Francisco Ferraz, antes da XIII Conferência Estadual, foi um verdadeiro banho de motivação. Solicitou a verificação da possibilidade da peça Paulo e Estêvão em Mandaguari. Francisco respondeu que se houver alojamento, a FEP poderá trazer, sim. Assim, Maringá também solicitou auxílio para que, associada a Mandaguari, pudesse viabilizar o espetáculo de Teatro.

Aristides, do C. E. Caminheiros do Bem, de Maringá, afirmou que 100% dos livros comercializados são adquiridos na FEP, hoje. Antes não era assim. Ele pediu ajuda para a URE no sentido de sensibilizar os participantes da região para que eles participem mais dos eventos regionais.

Jucélio, de Cianorte, agradeceu pelo apoio oferecido pela 7ª URE e pela FEP.

Rosi, de Marialva, destacou a fala de Adauto a respeito dos livros. Hoje, é condição básica comprar os livros da Federação. Antes, não havia. Anunciou que a Casa que representa está iniciando a implantação de um projeto para atendimento a dependentes químicos, justamente por se tratar de uma região com alto índice de consumo de drogas. Ela pretende envolver a evangelização, a difusão doutrinária, etc.

Vânia, de Maringá, destacou a importância do Centro de Treinamentos Lins de Vasconcellos, sobretudo no que diz respeito ao retorno que os jovens de Maringá trouxeram a partir do Encontro Estadual de Juventudes, neste ano de 2011. Aproveitou o ensejo para pedir o empenho de todos na implantação de grupos para crianças e para  jovens necessitados da orientação espírita.

Isabel, de Peabiru, afirmou que sente indescritível satisfação por poder participar do Movimento Espírita no Paraná, cuja excelência é incomparável em todo o Brasil.

Lannes encerrou este momento especial com uma prece sensibilizadora, após o presidente Francisco afirmar que TODOS somos a FEDERAÇÃO Espírita do Paraná, sem distinção, onde quer que atuemos.

Domingo, pela manhã, na sede da AMEM…

Novamente com entusiasmo nos corações, pois a IR é sempre motivo de júbilo para aqueles que se dedicam aos empreendimentos do Cristo nas lides espiritistas, encontraram-se cerca de 300 trabalhadores dos Centros Espíritas da 7ª, 8ª, 9ª e 11ª Uniões Regionais da FEP.

Abrindo os trabalhos, falou o presidente Francisco Ferraz, que, em breves palavras, exaltou a importância de estarmos juntos, de buscarmos a Unificação, que é um processo cuja construção demanda esforço e sacrifício dos interesses pessoais em favor da coletividade.

Assim, ao expressar o seu pensamento a respeito da necessidade da fraternidade, lançou mão de vários textos de Kardec, concluindo com o pensamento daqueles que se tornaram os expoentes máximos da Unificação no Brasil: Bezerra de Menezes e Lins de Vasconcellos.

Destacamos, dentre os vários pensamentos expostos:

As maiores dificuldades talvez sejam de mentalidade, de entendimento do espírito de Unificação. Há ações em nome da Unificação que contemplam certas aberrações; criam áreas de atrito e de distanciamento entre os espíritas. É indispensável a colaboração dos dirigentes…”

Há necessidade de um esforço coletivo, conforme pondera Allan Kardec, ao traçar o projeto 1868, quando adianta ele, de início: “Um dos maiores obstáculos, capaz de retardar a propagação da Doutrina Espírita seria a falta de UNIDADE.” (Obras Póstumas, cap. VI).

Concluída a sua fala, propôs que todos os participantes, cerca de 270 representantes das várias Casas Espíritas da região, se dividissem nos 7 setores de atuação.

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