Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2021 Número 1647 Ano 89
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Inter-Regional Noroeste

outubro/2021

Agosto demarcou a realização das reuniões alusivas à Inter-Regional Noroeste, que engloba as Uniões Regionais Espíritas – UREs: 7ª Maringá; 8ª Paranacity; 9ª Umuarama e 11ª Campo Mourão.

No sábado, 14, à noite, momento das lideranças dos Centros Espíritas, UREs, Diretoria Executiva e Coordenadorias da FEP se encontrarem. O acesso à sala virtual aconteceu com mais de meia hora de antecedência.

E a conversa foi intensa, com cumprimentos e muitas recordações de presenciais de anos anteriores.

Um verdadeiro reencontro de corações. Quando a hora se fez, as mentes se uniram na prece, na rogativa sincera por bênçãos de que todos carecemos.

Com a presença dos presidentes das UREs: Alcídio Pereira (7ª), Rogério Nilton Martins (8ª), Valdir Zucareli (9ª) e Neusa Ciriaco Coppola (11ª) e representantes de 33 Centros Espíritas, de 26 cidades, foram realizados questionamentos, destacando-se:

Como estimular a retomada das atividades presenciais nos Centros Espíritas, no pós-pandemia?

E, em especial, em relação às pessoas que, fazendo parte do Centro Espírita,  anteriormente, apresentem-se desmotivadas ao retorno presencial das suas atividades?

O estímulo para o retorno às atividades presenciais somente será efetivo se, desde que foi decretado o isolamento social, em função da pandemia, o Centro Espírita se preocupou em manter contato com os trabalhadores, com os frequentadores, mesmo com seus assistidos, através das redes sociais, de aplicativos, de telefonemas, enfim, do que lhe fosse possível e viável.

Ou seja, não deixou que se dispersassem trabalhadores e frequentadores, durante esse mais de ano de isolamento social.

O Centro Espírita físico cerrou as portas físicas, jamais as dos corações dos líderes ou responsáveis por atividades que, desde o início do isolamento, se dispuseram a trabalhar, utilizando-se de toda sua criatividade.

Os assistidos não devem ter deixado de receber a cesta básica, distribuída dentro dos critérios exigidos pelas autoridades sanitárias e as campanhas habituais, sobretudo, em função do frio, com certeza, não ficaram inativas. E, foram os trabalhadores que em tudo isso se envolveram.

A venda de livros, mais do que nunca, ativa, com vendas on-line e entrega por voluntários e/ou apanha, com agendamento prévio, na Casa Espírita. Trabalhadores em ação.

Atendimento fraterno pelo telefone, pelo WhatsApp ou presencial, quando possível, com agendamento.

Se os trabalhadores prosseguem se encontrando para as reuniões de estudo, para as reuniões administrativas, para as palestras e alguns, até de forma presencial, em dias e horários pré-estabelecidos, obedecendo a todo o protocolo exigido em função da pandemia, não devemos temer o não retorno quando os Centros Espíritas puderem reabrir suas portas.

O que devemos ter em conta é que não retornaremos ao modelo anterior à pandemia. Devemos nos preparar para o novo normal, um modelo híbrido, porque, com certeza, teremos pessoas, trabalhadores e frequentadores, que apreciarão que continuem as atividades virtuais. Portanto, deveremos nos preparar para ter atividades presenciais e atividades virtuais. A frequência de umas e outras será própria de cada realidade local.

Outra preocupação registrada foi quanto ao ano eleitoral, 2022, indagando-se qual seria a orientação da Federativa, no sentido de sensibilizar as lideranças espíritas para a importância de se evitar manifestações de política partidária, nas reuniões espíritas. Também quanto ao posicionamento do espírita na sociedade, em especial nas redes sociais.

As orientações da FEP são as orientações da Doutrina Espírita e as temos claras, porque não se alteraram, através dos anos.

Encontramo-las muito bem sintetizadas, atuais e precisas, na obra Conduta Espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. FEB, recordando alguns dos itens:

 “Nos embates políticos

Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor. Só o Espírito possui eternidade.

Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade. O despistamento favorece a dominação do mal.

Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei. O discernimento é caminho para o acerto.

Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos. O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.

Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência. A fé nunca será produto para o mercado humano.

Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial. A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.”

No domingo, 15, a manhã foi dedicada às reuniões setoriais, reunindo-se em salas virtuais, individuais, os 323 inscritos, nas áreas:

Administrativa/Institucional

Assistência e Promoção Social Espírita

Atendimento Espiritual

Comunicação Social Espírita

Estudo do Espiritismo

Família

Infância e Juventude

Mediunidade

Unificação e Expansão do Movimento Espírita.

Prints: Maria Helena Marcon

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