Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
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Inter-Regional Leste

novembro/2009

Sábado, dia 24 de outubro, noite com dirigentes…

A Reunião da Inter-Regional Leste congrega os Centros Espíritas vinculados às URE’s 1ª. e 3ª. Regiões, além das 3 Metropolitanas de Curitiba.

Assim, são 5 Uniões Regionais, com 91 dos 308 Centros Espíritas no Estado, isto é, praticamente 1/3 das Casas Espíritas  do Paraná e quase 35% da população espírita, segundo dados fornecidos pelo Departamento de Unificação e Expansão do Movimento Espírita/FEP.

Segundo, ainda, o referido Departamento, atualmente sob a direção do admirável José Virgílio Góes, as quantidades de Casas por URE’s estão assim distribuídas: 1ª. URE, com 7; 3ª.URE, com 6; URE Leste, com 23; URE Oeste, com 23 e URE Norte, com 32 Instituições Espíritas. Praticamente 80% desse número diz respeito a Casas filiadas.

No sábado, a partir das 19h30, na sala do Conselho Federativo Estadual, a Diretoria Executiva da FEP organizou um encontro muito especial com dirigentes espíritas das seguintes instituições: C.E. Vicente de Paulo (Rio Negro); Casa Espírita Paz e Luz (Paranaguá); C.E. Paz, Amor e Caridade; C.E. Filhos da Verdade; Cruzada dos Militares Espíritas; G.F.E.I. Bezerra de Menezes; S.E.Laços Fraternos; C.E. Manoel Cassiano Pimentel (Adrianópolis); C.E. Semeadores do Bem; C.E. Boa Vontade; C.E. João Ghignone (Campo Larago); C.E. Alvorada Nova (B alsa Nova); S.E. Os Missionários do Mestre; C.E. Paz; C.E. Nosso Lar; C. E. Rocha Lima; C.E. Caminho do Evangelho (São José dos Pinhais); C.E. Semeador da Verdade; C.E. Luz e Verdade; C.E. Novo Alvorecer; G.E. Caminho da Fé; C.E.E. Allan Kardec; C.E. Luz da Caridade; C.E. Renascimento; C.E.E. Evangelho de Luz; O.E. Irmã Lídia; G.E. de Caridade Meimei; A.E. de Matinhos; C.E.E. de Pontal do Paraná; C.E. Fraternidade (Guaratuba); C.E. Dr. Leocádio (Paranaguá); C.E. Luz do Caminho; Casa do Caminho (Almirante Tamandaré); C.E.E. Francisco de Assis; C.E. Missionários da Luz; C.E. Amor a Jesus; C.E. Clélia Rocha; C.E. Messe de Amor (Colombo); C.E. Abibe Isfer; C.E. Trabalho, Solidariedade e Tolerância; C.E. Luz Eterna; C.E. Manoel Figueira Netto (São Mateus do Sul; C.E.E. Fraternidade; S.E. Capa dos Pobres; C.E. E. Fonte Viva (Colombo); Casa de Apoio Abibe Isfer; Casa Espiritualista Cristã Obreiros da Paz; S.E. Leocádio José Correia; Comunhão Espírita Cristã; C.E. Ildefonso Correia; C.E. Nosso Lar (Pinhais); C.E. Jesus Maria José (Morretes); C.E. Dom Bosco Luz e Caridade (Fazenda Rio Grande); C.E. Luz do Evangelho; C.E. Irmã Sheila; C.E. Antonio de Pádua; S. E. Favos de Luz; C.E. Irmãos Mateus.

Foram momentos de intercâmbio e, notadamente, de prestação de contas da atual Direx aos dirigentes, que, com muito esforço e empenho, têm mantido as portas dos grupos que dirigem abertas para a difusão da mensagem libertadora do Espiritismo, em dias tão carentes de Jesus.

Na oportunidade, o presidente Francisco Ferraz apresentou um relatório minucioso de praticamente todas as atividades doutrinárias durante os exercícios 2008 e 2009 (até o momento).

Com efeito, os números impressionaram. Muitas atividades, muito trabalho.

Além disso, dois projetos importantes foram trazidos para apreciação geral: Momento Espírita em Vídeo e o Centro de Treinamento Lins de Vasconcellos (que, a partir do segundo trimestre de 2010, servirá como pólo de convergência, encontro, treinamentos, confraternizações para todo o Movimento Espírita do Paraná).

Logo após o encontro, cujo foco principal era o de afirmar que as portas da FEP estão abertas para os dirigentes espíritas do Estado, a fim de que, nela, todos possamos encontrar o apoio, a orientação segura (seja de caráter administrativo, jurídico e/ou , notadamente, doutrinário), todos participaram de um jantar “confraternativo” na própria sede da FEP.

Importa registrar que, na história da FEP, nunca houve uma participação tão grande das Casas filiadas e adesas.

Outro dado importante foi o reencontro entre a Diretoria Executiva e vários dirigentes de Casas Espíritas, que, há muitos anos, não partilhavam desses momentos de legítima fraternidade.

Vivemos, sem dúvida, momentos importantes no processo de união da família espírita em torno do ideal do Cristo, com especial reconhecimento ao esforço dos nobres presidentes e representantes das Casas da Inter-Regional.

 

Domingo, 25 de outubro, dirigentes e trabalhadores das Casas…

Foram praticamente 600 participantes, um número que supera todos as anteriores edições da Inter-Regional. FOTO 5 (público no teatro)

Divididos em 6 setores distintos, quais sejam: Mediunidade  / Administrativo-Jurídico / Atendimento Espiritual na Casa Espírita / Infância e Juventude / Comunicação Social / Ação e Promoção Social / Estudo da Doutrina Espírita, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar, receber informações sobre aquilo que se tem constituído motivo de preocupação dos dirigentes do Estado como um todo.

Antes, todavia, a partir das 9h da manhã, o presidente, Francisco Ferraz, utilizando-se da palavra, apresentou, de modo sintético, os objetivos do Encontro, bem assim, as principais funções dos órgãos de Unificação, sobretudo as da própria FEP.

Relembrou, com grande senso de oportunidade, alguns pensamentos de Allan Kardec sobre Movimento Espírita, bem como, com firmeza, oportunizou às 6 centenas de pessoas presentes uma reflexão em torno dos movimentos, doutrinas e ideologias com as quais o Movimento Federativo Estadual não tem compromisso, conforme exarado no documento “Orientações ao Sistema Federativo Estadual”, trabalho, aliás, elaborado a partir de um grande debate, envolvendo, em anos anteriores, todas as regiões do Paraná Espírita.

Vale destacar, nesse sentido, algumas das principais abordagens feitas pelo presidente Francisco:

Compromissos da URE com as atividades de Unificação:

– aproximar os espíritas para que melhor se conheçam e mais se confraternizem;

– tornar estável, homogêneo e eficaz o Movimento Espírita. “Dez homens sinceramente ligados por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendem”. (Allan Kardec);

– trocar experiências e conhecimentos em todos os aspectos do Movimento Espírita;

– aperfeiçoar progressivamente todos os setores das atividades espíritas;

– tornar o Movimento Espírita uma força social cada vez mais útil e mais eficiente para a evolução humana, no sentido espiritual, solidário, fraterno e com espírito de cidadania;

– concorrer eficientemente para o desaparecimento do personalismo individual ou de grupo no meio espírita, facilitando o desenvolvimento da humildade e da renúncia tão necessárias para a estabilidade dos trabalhos coletivos e para a vivência da felicidade permanente;

– preservar, com segurança, a pureza da Doutrina Espírita e dar cabal desempenho às suas finalidades;

– fortalecer o Movimento Espírita, de forma consciente e permanente, para que possa superar os naturais obstáculos à difusão da Doutrina Espírita;

– demonstrar aos Centros Espíritas os benefícios da integração e participação solidária no Movimento Espírita, ao compartilhar das experiências, atividades e realizações das demais Instituições Espíritas;

– enfatizar que a unificação colabora com o desenvolvimento das demais Instituições, direta ou indiretamente, tanto quanto contribui para uma definição do Movimento Espírita perante as religiões, a opinião pública e os poderes constituídos.

Ressaltar sempre que:

– a direção coletiva, como preceitua Allan Kardec, deverá ter autoridade estritamente moral e não disciplinar. Cada parte componente do todo continua livre, vivendo os ideais de seus estatutos e de suas programações, dirigindo-se por si mesmas;

– a direção coletiva estuda, conclui, sugere, aconselha, propõe, mas não impõe e nem absorve. A adesão deve ser sempre voluntária e consciente, devendo todos concorrer para a direção coletiva, direta ou indiretamente. (“Obras Póstumas”, 17ª edição FEB, p. 357).

Esclarecer que: a ação federativa far-se-á sempre no sentido da aproximação fraterna das Instituições Espíritas, objetivando a troca de experiências e, acima de tudo, o fortalecimento do Movimento Espírita.

Outro aspecto não menos importante e grave, destacado pelo presidente da FEP, diz respeito àquilo com o que o Movimento Espírita não tem compromisso algum.

São ideologias, terapias, doutrinas que podem até ser respeitáveis, todavia não guardam relação mais direta com o Espiritismo.

Se compulsarmos, por exemplo, o Estatuto da Casa que freqüentamos, verificaremos que a finalidade daquela instituição diz respeito ao estudo e à divulgação, além da prática, do Espiritismo no seu tríplice aspecto (ciência, filosofia e religião).

Assim, Francisco pretendeu fazer um alerta (não uma chamada de atenção), pois… “aquela instituição espírita que deixa o Espiritismo de lado, nos seus aspectos consagrados e, às vezes, mistura as coisas, está falhando consigo própria, com seu próprio Estatuto. Nada impede que uma organização inclua outras práticas, no entanto, que mude o seu Estatuto, exatamente para não confundir-se com um Centro Espírita propriamente, pois não o é, por certo, é um Centro Espiritualista, muitos respeitáveis com os quais podemos e devemos conviver pacificamente.

Ao longo das décadas, muitas dificuldades foram e continuam sendo geradas por conta desses desencontros entre aquilo que é a “lei” da Instituição Espírita e aquilo que os dirigentes dela fazem. Assim, “penduramos uma série de práticas na árvore do Espiritismo… e que não lhe dizem respeito.”

É preciso observar que se pode tratar de intromissões do mundo espiritual (inferior) para que nos desviemos  do nosso foco precípuo, qual seja o de difundir a Doutrina Espírita.

Às vezes, podemos perder uma oportunidade valiosíssima, mergulhando em séculos de atraso, por conta dessas defecções, desses desvios, enfatizando, aí, a fala do benfeitor Bezerra de Menezes, que afirma ser Kardec a base capaz de forjar o caráter do cristão que se espera nos dias atuais, em face dos enormes desafios que nos aguardam.

Não devemos alterar em um milímetro que seja a opção que fizemos em seguir a rota do Cristo. O nosso é o testemunho da firmeza, da manutenção dos propósitos elevados da Doutrina Espírita.

Assim, o Movimento Espírita Estadual não tem compromisso com sistemas e movimentos divergentes (isso não quer dizer que não sejam respeitáveis e importantes para algumas pessoas), quais sejam: apometria, roustanguismo, ramatisismo, sai-babaismo (de Sai Baba), laicismo (Espiritismo não religião).

Todos, enfatizou, merecem o nosso mais alto respeito, contudo, não são problemas da esfera da Casa Espírita e, além disso, divergem, em vários aspectos, do Espiritismo.

“O que é Espiritismo está na Codificação Espírita. Se for diferente daquilo que lá está exposto, não será Espiritismo.”

“Se essas correntes ou obras falam do Espiritismo, isso não quer dizer que sejam espíritas. Podem ser espiritualistas com referências particulares à Doutrina Espírita, no máximo.”

“Ora, a desunião poderia nascer das controvérsias.”

Leu trecho do discurso de Allan Kardec, na obra “Viagem Espírita em 1862”, quando o mestre de Lyon disse:

“(…) a  desunião é  um dos meios através do qual os inimigos do Espiritismo buscam atacá-lO.” (Allan Kardec, em Viagem Espírita, 1862)

“Quando desencarnarmos, a nossa avaliação não será tão severa no sentido daquilo que não fizemos. Porém, será tanto mais severa no sentido daquilo que tivemos condições de fazer e não fizemos.” (Francisco, referindo-se a uma orientação dada por Divaldo Pereira Franco, pessoalmente).

Finalizando, ainda, a sua fala precisa e sem hesitações, Francisco projetou dois pensamentos do extraordinário espírito Bezerra de Menezes, ex-presidente da Federação Espírita Brasileira:

“A tarefa da unificação é paulatina; a tarefa da união é imediata, enquanto a tarefa do trabalho é incessante, porque jamais terminaremos o serviço, desde que somos servos imperfeitos, e fazemos apenas a parte que nos está confiada. Amar, no entanto, é o impositivo que o Senhor nos concedeu e que a Doutrina nos restaura.” (Bezerra de Menezes – psicofonia de Divaldo Franco – Unificação  paulatina, união imediata, trabalho incessante…– “Reformador” fev/1976).

“Unificação, sim. União, também. Imprescindível que nos unifiquemos no ideal espírita, mas que, acima de tudo, nos unamos como irmãos.” (Bezerra de Menezes – psicofonia de Divaldo Franco – Unificação  paulatina, união imediata, trabalho incessante…– “Reformador” fev/1976).

Ainda após as atividades setoriais, marcadas pelo intercâmbio das Casas, Francisco finalizaria as atividades da Inter-Regional levando a todos as boas notícias da Momento Espírita em Vídeo e do Centro de Treinamento Lins de Vasconcellos, sem dúvida alguma, um marco no processo de união dos espíritas do Paraná…de modo a dar um tom francamente fraternal à sua fala, o que caracteriza as disposições daqueles que se responsabilizam, atualmente, pelo direcionamento das ações da FEP, determinadas pelo seu Conselho Federativo Estadual, composto por representantes de todas as regiões do Estado.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos. Distanciados entre nós, continuaremos à procura do trabalho com que já nos encontramos honrados pela Divina Providência.” (Bezerra de Menezes – psicografia de F. C. Xavier – Mensagem de União – “Unificação” nov-dez/1980).

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