Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

Inter-Regional 2015

março/2015

IMPLANTANDO O REINO DE DEUS NA TERRA será a temática do ciclo das Inter-Regionais, que terá sua primeira reunião, na Inter-Regional Centro, englobando as Uniões Regionais Espíritas – UREs 12ª (Guarapuava), 14ª (Pato Branco e 15ª (União da Vitória), nos dias 23 e 24 de maio.

Como nos ensinou Jesus que o reino de Deus está dentro de nós, que ele não tem aparências exteriores, imediatamente pensamos no burilamento do Espírito e cogitamos de que a Terra, na Nova Era, será um mundo de menos atritos domésticos, menos violência social, por consequência, de concórdia e paz. Um mundo em que nos veremos como irmãos, vivendo de forma fraterna e solidária.

Ao adentrarmos o Terceiro Milênio, plenos de esperanças, num primeiro momento, nem nos demos conta de que há um longo caminho a percorrer, nesse período milenar, até concretizarmos o melhor idealizado.

As mensagens, neste sentido, têm sido constantes por parte dos Espíritos e dos encarnados lúcidos, em suas abordagens a respeito da época de transição em que nos situamos e do tanto a empreender e realizar.

Em verdade, colhemos em Santo Agostinho, a advertência de que nos mundos regeneradores O homem é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados.1

Portanto, há um detalhe que não podemos esquecer: é de que os Espíritos melhores que habitarão este planeta, deverão encontrar nele condições de habitabilidade. E isso nos remete, de imediato, à questão de como estamos tratando nosso abençoado lar terreno.

A crise hídrica que vimos vivendo, e nos referimos, especialmente, ao nosso Brasil, nos diz que precisamos tomar medidas de sustentabilidade de imediato.

A terra prometida aos mansos, conforme o Sermão das bem-aventuranças, ou seja, aqueles que herdarão o direito de habitá-la, na Nova Era, estará em condições de habitabilidade, se não nos esmerarmos em seus cuidados?

Na qualidade de espíritas, temos o dever de sermos mais conscientes do que qualquer outro cidadão terreno. Que planeta herdaremos no mundo novo?

Se em nossas casas, os desperdícios de água e energia elétrica devem ser abolidos, que não dizer das nossas casas espíritas.

Algumas medidas devem começar a viger nos centros espíritas, demonstrando que aprendemos a lição a respeito do necessário e do supérfluo  e do usufruto dos bens da Terra2:

-desligar as luzes nos ambientes que não estão sendo utilizados ou que podem ser, durante o dia, iluminados pela luz natural;

-acompanhar a evolução dos gastos com energia, verificando o consumo mês a mês, identificando eventuais vazadouros;

-coleta de água da chuva para lavagem de pisos, janelas, rega de jardim, descarga de vasos sanitários;

-verificação de vazamentos, infiltrações e pinga-pingas;

-separação seletiva do lixo: metal, plástico, papel/papelão, vidro;

-utilização de frente e verso dos papéis;

-reaproveitamento do lixo orgânico, principalmente restos de comida (nas instituições onde sejam servidas refeições) em canteiros e jardins, produzindo adubo;

-finalmente, que se estude, por se constituir em item que onerará a Instituição, a questão dos copos plásticos para fornecimento da água fluidificada, buscando opções como copos de papel ou papelão.

E, como somos nós, os espíritas, que frequentamos e trabalhamos nos centros espíritas, podemos, individualmente, optar pelo consumo do etanol como combustível para nossos carros.

Um estudo da Embrapa Agrobiologia revela que a substituição da gasolina pelo etanol de cana de açúcar pode reduzir em 73% as emissões de CO, na atmosfera. 3

 

 

Bibliografia:

1.KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. cap. III, item 17.

2._____________. O livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB. pt. 3, cap. V.

3.TRIGUEIRO, André. Ecologia e Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. cap. Enquanto isso, nos centros espíritas…

Assine a versão impressa
Leia também