Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87

Inter-Regional

fevereiro/2017

Neste ano, teremos o 18º ciclo das Inter- Regionais, que foram definidas pelo Conselho Federativo Estadual – CFE, em 27.2.1999. Surgiram com o nome de Comissões Inter-Regionais e a divisão territorial, ao longo dos anos, sofreu pequena alteração, até mesmo pela criação de novas Uniões Regionais Espíritas – UREs.

Em março daquele ano (edição 1376 do Jornal Mundo Espírita), o Editorial contemplava a matéria Dividir para multiplicar – A dinâmica do trabalho federativo, de importância reprisar:

A dinâmica do trabalho federativo é um reflexo da atuação de cada um dos seus organismos de divulgação doutrinária: Uniões Regionais Espíritas, Conselhos Regionais, Comissões Inter-Regionais, Zonais, etc., apoiados pelas Sociedades Espíritas de cada cidade e de cada região.

Se a entidade federativa cria as condições melhoradas para o fomento da atuação de todos os organismos difusores, quais, por exemplo, bons programas de estudo, material de apoio didático, seminários, simpósios, congressos, visitação periódica de expositores nas cidades, apoio financeiro aos eventos em variados âmbitos, programa de rádio, jornal, edição de livros e de apostilas, dentre outros; se mantém uma equipe diretiva atuante e dinâmica; se disponibiliza às sociedades adesas (e também às não adesas) departamentos orientativos para práticas administrativas, jurídicas, doutrinárias; se mantém o movimento inteirado das suas ações e programações; se se faz presente em todas as regiões para reuniões regulares com os dirigentes e trabalhadores; se se faz presente junto à comunidade, de maneira solidária, participativa; se contribui para a melhoria da cultura e do bem-estar social; então, essa entidade está fazendo a sua grande parte na magna tarefa de sustentar o bom nome do Espiritismo e de levar adiante a sua mensagem.

No entanto, se apesar do trabalho eficiente da federativa, aqui ou ali o trabalho da divulgação doutrinária não acontecer a contento, há que se buscar saber da efetiva atuação dos demais membros integrantes dessa engrenagem, organismos também compromissados com a difusão, inclusive dos Centros Espíritas. Nessa hipótese, algum dente da engrenagem estaria falhando trazendo prejuízo para o todo.

Por outro lado, também entende-se não aceitável num contexto de trabalho conjunto, aquela instituição que, guardando compromisso formal com a divulgação doutrinária juntamente com a federativa, não fizesse a sua parte e criticasse o trabalho que então não aconteceu ou que aconteceu com defeitos em função da sua própria negligência ou omissão.

Enfim, tanto a qualidade como o alcance do trabalho federativo deve ser avaliado olhando-se o conjunto dos compromissos e dos compromissados no sistema, sem perder de vista a necessidade de autoavaliação pelas partes conjugadas. Assim, identifica-se que há ações conjuntas e há ações individuais em prol desse conjunto. Todas imprescindíveis.

Como muito bem leciona o Espírito Emmanuel, através da luminífera pena mediúnica de Francisco Cândido Xavier: “A luz que acendes clareará o caminho não apenas para teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.”   

O primeiro encontro da Comissão Inter-Regional se deu no dia 26 de setembro de 1999, em Cianorte. A estrutura era diferente do modelo atual. Os trabalhos se desenvolviam no domingo, iniciando com um seminário de três horas, a partir das 9h. Após o almoço, aconteciam, os seminário das áreas, em igual período: Difusão Doutrinária; Assistência Social Espírita; DIJ e Administrativo.

A equipe da Federação Espírita do Paraná – FEP, de Curitiba, se dividia, no sábado à noite, realizando palestras nas casas espíritas da Região. Naquele ano, foram contemplados os centros espíritas de Campo Mourão, Cianorte, Maringá, Nova Esperança e Umuarama.

Ao longo desses anos, variaram os temas centrais, jamais se repetindo. Como o calendário de atividades da FEP abrange o período compreendido entre o mês de novembro de um ano ao mês de outubro do ano seguinte, os agendamentos das Comissões Inter-Regionais iniciavam em um ano e o ciclo era concluído no ano seguinte. A partir de 2010, os ciclos passaram a ser agendados dentro do mesmo ano:

1º Ciclo (1999/2000) – A Organização da Casa Espírita

2º Ciclo (2000/2001) – O que o Espiritismo não é!

3º Ciclo (2001/2002) – Em serviço da cooperação atuante – A propósito do Sistema Federativo Estadual

4º Ciclo (2002/2003) – Influência espiritual paralisante

5º Ciclo (2003/2004) – Os Espíritas em tempos de mudança

6º Ciclo (2004/2005) – Unificação começa com União

7º Ciclo (2005/2006) – A dinâmica da União

A partir do 8º Ciclo, foi introduzida uma alteração no formato da Inter-Regional, a pedido das UREs,  realizando-se reunião, no sábado à noite, com as lideranças espíritas da região para que fossem tratados assuntos de interesse do movimento espírita local.

8º Ciclo (2006/2007) – O livro dos Espíritos: os pilares da Ação Espírita: harmonia, homogeneidade e coesão

9º Ciclo (2007/2008) – Refletindo com Kardec

10º Ciclo (2008/2009) – Diretrizes do Sistema Federativo Estadual

11º Ciclo (2010) – Viver Jesus –  a única alternativa

12º Ciclo (2011) – Espiritismo e Unificação

13º Ciclo (2012) – Viagem Espírita em 1862

14º Ciclo (2013) – Espiritizar, qualificar, humanizar

15º Ciclo (2014) – O Movimento Espírita ante a Nova Era

16º Ciclo (2015) – Implantando o Reino de Deus na Terra

17º Ciclo (2016) – Unidos para construir o futuro.

E, para o 18º Ciclo, a ter lugar, em 21 de maio do ano em curso, iniciando pela Inter-Regional Centro – Consciência Espírita.

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