Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
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Inter–Regional

junho/2013 - Por Divaldo Pereira Franco

Prossegue o ciclo das Inter-Regionais pelo Estado do Paraná e a temática que vem sendo desenvolvida, possivelmente, jamais se fez de tanta oportunidade.

Reprisemos, recordando: ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR e nesta matéria, especialmente o primeiro verbo. Conforme o Espírito Joanna de Ângelis, Espiritizar é tornar realmente espírita a pessoa que moureja na Instituição, que vem à Casa Espírita para que saia da postura de adepto, passe para a de militante e se torne membro, portanto, espírita, assim desenvolvendo a atividade que acha bela nos outros e de que se beneficia.

Essa espiritização a pessoa vai adquirir por intermédio do estudo,da reflexão, das conferências que ouve, das meditações, das atividades de ordem mediúnica, sempre procurando aplicar para si a recomendação dos Espíritos antes que para os outros, tornando-se indispensável reflexionar em torno desse conteúdo, trabalhando as arestas morais, procurando purificar-se na medida da sua relatividade, mas com o caráter de não ceder nunca espaço para o erro,porque ser espírita é empenhar-se para ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje; é encontrar-se nessa febricidade transformadora de não cessar o autoaprimoramento, porque, da mesmo forma que o poço da degradação não tem fundo, o último degrau da perfeição não está estabelecido…

 Joanna de Ângelis, com muita veemência, propõe a espiritização da Casa Espírita, porque, se o indivíduo vai ao templo budista ali estão as suras do pensamento de Sakya Muni, o grande príncipe Sidartha Gautama. Se vai a uma Entidade protestante, encontra a presença da Bíblia. (…) Por que a Casa Espírita deverá ser o lugar de ninguém, o recinto no qual tudo é válido, como se fosse o tour de force, para que cada qual exiba aquilo que lhe aprouver, sob a justificativa de que também crê, mas não age?

É necessário que a Casa Espírita apresente o seu organograma definido, no qual não está em oposição a nada; está sim, a favor do Bem com as suas características específicas e que aquele que a frequenta adquira a consciência da sua responsabilidade por intermédio do trabalho de doação. Já que recebe, está na hora também de oferecer.

Segundo Joanna, graças à Espiritização deveremos adquirir a consciência espírita, não nos permitindo aquilo que a Doutrina nos não recomenda, e, se por acaso, nos equivocarmos, reabilitarmo-nos, para não reincidirmos na mesma falha moral.

Novos rumos para o Centro Espírita,Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis, ed. Fráter

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