Jornal Mundo Espírita

Julho de 2020 Número 1632 Ano 88

Inter-Regionais – Uma História de Sucesso

janeiro/2020

2020 assinala os 21 anos de criação das Inter-Regionais.

A ideia brotou na região Noroeste/Oeste do Estado e foi trazida ao Conselho Federativo Estadual – CFE. As UREs 7ª (Maringá), 8ª (Paranavaí), 9ª (Umuarama), 11ª (Campo Mourão), 10ª (Cascavel) e 13ª (Foz do Iguaçu) se uniam para as atividades doutrinárias, enquanto dividiam tarefas e custos, criando zonais para a melhor confraternização e integração.

Amadurecendo-se a ideia, na reunião do CFE de 27 de fevereiro de 1999, divididos os conselheiros em cinco grupos, foram elaboradas propostas que deveriam ser apresentadas por cada um deles, contendo: nome que se daria à atividade a ser criada, como seria a divisão do Estado e a quantidade desse conceito de integração entre as regiões.

Vencedora foi a do Grupo II, de que participaram os conselheiros Alcídio Pereira (Maringá), Edson Rodrigues Agostinho (Umuarama), Luiz Carlos Sauer (Guarapuava), Jaime Moura Jorge e Osvaldo Monteiro (Paranavaí), Maria da Glória de Paula (Curitiba) e Moacir Coppola (Campo Mourão).

O nome aprovado foi Comissões Inter-Regionais, logo simplificado para Inter-Regionais e dividido o Estado em cinco regiões, conforme as UREs existentes à época:

Na mesma oportunidade, foi convidado José Virgílio Góes para o cargo de Coordenador das Comissões, sendo igualmente seu secretário executivo.

Na reunião seguinte, de maio, em absoluto consenso, foi definida a agenda de atividades para os próximos meses, iniciando-se em setembro (Noroeste), novembro (Oeste e Norte), dezembro (Centro) e em fevereiro de 2000 (Leste).

Em 2001, foi elaborado pelo CFE o documento Diretrizes ao Sistema Federativo Estadual, revisado em 2008, estabelecendo de forma clara a preocupação dos conselheiros de que as UREs devem agir em consenso, integrando as equipes no contexto Inter-Regional.

Ao se analisar a importância das reuniões das Inter-Regionais, sob a ótica dos motivos pelos quais o CFE discutiu, aprovou e implementou essa ideia ficam claros os objetivos:

 

  • O efetivo fortalecimento do Movimento Espírita Estadual, através das visitas regulares da Diretoria Executiva e departamentos da FEP às regiões, criando laços de amizade e confraternização com os trabalhadores dos Centros Espíritas;
  • Promoção do aprendizado e do conhecimento pela discussão de temas locais que afligem e afetam a região e/ou temas de interesse estadual;
  • Possibilidade da troca de experiências exitosas;
  • Estímulo ao trabalho em equipe, especialmente na divisão das áreas: Administrativo e Institucional; Atendimento Espiritual no Centro Espírita – AECE; Assistência e Promoção Social Espírita – APSE; Comunicação Social Espírita – CSE; Estudo do Espiritismo – AEE; Infância e Juventude – DIJ; Mediunidade; Unificação e Expansão do Movimento Espírita.

Persistem os objetivos traçados originalmente e, anualmente, a Diretoria Executiva e coordenadores das áreas percorrem o Estado, obedecendo a  nova divisão, tendo em vista as criações da 15ª URE (União da Vitória) e 21ª (Telêmaco Borba), desmembradas da 2ª URE (Ponta Grossa); a 16ª URE (Londrina), pelo desmembramento da 5ª URE (atualmente sediada em Cornélio Procópio) e a 17ª URE (Palotina), desmembrada da 10ª URE (Cascavel).

Sempre com foco nos objetivos e nas características Inter-Regionais, no entendimento de Dividir para Multiplicar, a divisão do Estado ficou assim definida:

Em 28 de agosto de 2010, o CFE criou as Secretarias das Inter-Regionais, com o objetivo de encurtar distâncias entre a Diretoria Executiva e as Inter-Regionais para os assuntos que lhes são pertinentes.

Cabe à Diretoria Executiva da FEP a sua nomeação, através de portaria e o mandato de dois anos coincide com o mandato da Presidência da FEP, podendo haver recondução ao cargo, mediante designação.

Assine a versão impressa
Leia também