Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

Independência e vida!

setembro/2008

O enforcamento de Tiradentes no Campo da Lampadosa, em 21 de abril de 1792, atiçou o ânimo coletivo do País na busca coletiva da independência definitiva e total do jugo português.

O grito de liberdade que partira das montanhas ecoava nas planícies.

D. Pedro I, premido pelas incabíveis exigências da Corte de Lisboa, que insistia na dominação da rica colônia, não hesitou em proclamar a Independência, era 7 de setembro de 1822!

A cada ano, neste mês, aflora o sentimento patriótico de toda a nacionalidade. É a festa cívica da liberdade!

Novos projetos surgem, não só no plano dos interesses imediatos e materiais, mas, principalmente, nos inadiáveis compromissos espirituais assumidos com o Cristo para a formidável obra da regeneração humana.

A Europa, sufocada por débitos espetaculares de guerras e desmandos sucessivos, fazia-se impotente para a salvaguarda da mensagem consoladora do Espiritismo.

Após os extraordinários esforços do insigne Allan Kardec, complementados por uma plêiade de dedicados trabalhadores, das diversas áreas do conhecimento, o Senhor determina a transferência da ainda tenra árvore do Evangelho Redivivo para o solo abençoado do Brasil, com vistas a luminosa semeadura dos grãos renovadores do Espírito.

Ante os tempos novos, nós os discípulos sinceros do Mestre, também proclamamos: Independência e Vida!

Independência dos dogmas dissolventes, dos caprichos pessoais, da politicagem religiosa, do egoísmo injustificável, da inveja destrutiva, em busca da vida plena.

Sustentados nos exemplos que devemos dar, sob a orientação espírita, consagramos Jesus em suas divinas exortações, dizendo:

– Aos paralíticos do corpo e da alma: “Levanta e anda”;

– Aos de boa vontade: “Vem e segue-me”;

– Aos convictos da misericórdia de Deus: “A tua fé te curou”;

– Aos indiferentes: “Muitos os chamados e poucos os escolhidos”.

Conscientes, sabemos que o reino do Senhor ainda não é desse mundo, daí importando aprender para ensinar, servir para convocar, perdoar para concitar ao perdão. Como pregar o amor em toda a sua abrangência, se não sabemos amar?

Aclarados os nossos horizontes de entendimento, sabemos que a imensa dor que se abate sobre a sociedade é a resposta aos milênios de revolta e de materialismo avassalador. Distantes dos apelos celestes, omissos e recalcitrantes, vivemos as duras lições de recomeço doloroso.

Nós espíritas, não sorvemos a água viva da Fé no mentiroso cálice das venenosas ilusões, nem vestimos mais os paramentos enganosos de princípios irracionais.

Sob o sopro de uma nova vida e independentes de Mamon, nos internamos nesta divina clínica que é o Espiritismo, para tratamento de nossa beleza interior, objetivando refletir o Criador na prática de suas leis.

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