Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2019 Número 1623 Ano 87

Ilusões que se renovam… Infelizmente!

fevereiro/2011

Em março próximo, mais um carnaval, mais uma saturnal! Os velhos hábitos estão de volta nas tradições orgíacas da antiga e politeísta Roma.

Humberto de Campos, em Novas Mensagens, pelas mãos fiéis de Chico Xavier, em 1938, há mais de 70 anos, já nos advertia dos graves riscos para aqueles que se deixam encantar, a qualquer pretexto, pelos sombrios convites de Saturno.

Há exatamente dois anos, no nosso editorial de fevereiro de 2009, fizemos longas considerações que nos cabe reproduzir, por serem assaz importantes para as nossas meditações:

A forte herança cultural-religiosa trazida pelos africanos que aqui aportaram no escuro tempo da escravidão deu ao carnaval do Brasil características próprias e hoje seus descendentes, compondo nossa etnia, imprimem colorido diferenciado ao império de Momo.

Não fossem os excessos, o carnaval, como festa de integração sociorracial, poder-se-ia tornar um acontecimento transitoriamente aceitável, se considerarmos o nível de materialismo da Humanidade que nos serve de família, ainda muito distante das manifestações superiores do Espírito eterno. Não admitir isto, é incorrer em grave erro de intolerância.

Lamentavelmente, os excessos existem e respondem pelos males que, nesse curto espaço de dias, vitimam milhares de lares por toda uma existência, quando não vão além, fazendo-os sofrer o amargor de decepções e dramas no trajeto da vida comum. Deixarão de ser ninhos de luz e esperança, de conquistas nobres, para se constituírem em oficinas de expiação e dor.

Não bastassem a inferioridade e a ignorância na base desses sofrimentos, a elas se associa a ação perniciosa dos que vagueiam no submundo da Espiritualidade sem luz à espreita dos invigilantes prontos a propiciarem elementos de sintonia com as forças desagregadoras dos bons costumes.

Assim, vai aumentando o triste concerto do “choro e ranger de dentes” na superfície do planeta, porque esses desventurados companheiros do caminho respondem com sofreguidão aos escusos apelos de animalidade ainda muito viva na população terrena.

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