Jornal Mundo Espírita

Junho de 2019 Número 1619 Ano 87
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II Semana Espírita de Foz do Iguaçu

junho/2007 - Por Ricardo Segundo

Treze outdoors em ruas e avenidas de Foz do Iguaçu anunciaram mais um evento promovido pelos espíritas da cidade. “Spots” na rádio e VT no canal de TV local, 500 cartazes, 2.000 folhetos, matéria em jornal, entrevistas nas emissoras de canais abertos e por assinatura completaram a divulgação da XIV Feira do Livro Espírita e da II Semana Espírita de Foz do Iguaçu.

A 13ª União Regional Espírita – URE levou o Espiritismo à praça pública. No local conhecido como Praça da Bíblia, O Livro dos Espíritos recebeu as homenagens nos dias 24 a 29 de abril.

A Feira do Livro permaneceu aberta, das 16h às 22h, todos os dias. As palestras da Semana Espírita foram sempre às 20h, no Teatro Barracão (Teatro Otília Schimmelpfeng), na mesma praça.

“85 anos de Espiritismo em Foz do Iguaçu” foi a palestra de abertura, proferida pelo Presidente da 13ª URE, Paulo Cezar de Melo.

A história da Doutrina Espírita na região Oeste do Paraná, desde o pioneiro José Vicente Ferreira, os primeiros trabalhadores, as perseguições, até os fatos ocorridos na fundação de cada um dos cinco Centros Espíritas da cidade, levou os presentes a conhecer e admirar os homens e mulheres que tiveram a fé e a coragem de implantar o Consolador na Terra das Cataratas.

Os 85 anos são comemorados tendo como marco inicial a fundação do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, em 6 de janeiro de 1922. Mas, em 1915, o alagoano José Vicente Ferreira já chegava, em lombo de mula, com um facão em uma mão (para abrir picadas) e o Evangelho em outra. Trabalhador do Centro Espírita Paz Amor e União de Curitiba, saiu da Capital para Guarapuava e depois para Foz, enfrentando a difícil viagem através da mata. Na foz do rio Iguaçu, lançou as sementes do Movimento Espírita na região, enfrentando perseguições e fazendo a leitura do Evangelho, muitas vezes, com amigos, em barcos ou na barranca do rio Paraná.

Na quarta-feira, 25, Enrique Eliseo Baldovino, do Centro Espírita Allan Kardec, da cidade de Santa Terezinha de Itaipu, expôs ao público presente o “Contexto Histórico-Político-Social do lançamento de O Livro dos Espíritos”. Com uma exposição histórica riquíssima de detalhes, viajamos desde a Revolução Francesa no século XVIII, passando pelos Impérios Napoleônicos, até alcançarmos o dia 18 de abril de 1857, na Livraria Dentu, na Galeria de Orléans, no Palais-Royal, em Paris, no lançamento de “Le Livre des Esprits”.

Na noite de quinta-feira, dia 26, as palestras cederam espaço à arte teatral, com a reapresentação da peça do Centro Espírita Os Mensageiros, escrita e dirigida por Adriano Machado:“Contos de uma Casa Antiga”.

Lição de casa feita, as três últimas noites de palestras foram abrilhantadas por Alan Archetti, Maria Helena Marcon e Cristian Macedo.

Alan Archetti, Conselheiro da FEP, de Pato Branco, trouxe uma reflexão a respeito da busca do autoconhecimento, como terapia para atingirmos a nossa libertação. Foi na sexta-feira, dia 27, com o tema “O Livro dos Espíritos – 150 anos despertando consciências”.

“Uma Primavera em Paris”, foi o tema que a Presidente da Federação Espírita do Paraná – FEP, Maria Helena Marcon, nos presenteou na noite de sábado. Perfumando o teatro com as recordações dos momentos que envolveram a Codificação, desde o Plano do Cristo (João XIV, 15-16) até o lançamento das Mil e duzentas sementes de Verdade, Malena transportou a Primavera de Paris de 1857 para os corações de cada um dos presentes.

Na última noite, as vozes do Coral da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu prepararam o ambiente local com canções alegres e belas, cativando a plateia. E Cristian Macedo, encerrou o ciclo de palestras com o tema “O Livro dos Espíritos e a transformação interior” convidando a todos, de um modo racional e ao mesmo tempo descontraído, a buscarem o autoconhecimento, através dos mecanismos de auto-análise e autocrítica promovendo a auto-reforma.

 

Resultados

Com uma média de público de cerca de 200 pessoas por noite, a II Semana Espírita de Foz do Iguaçu alcançou as expectativas da organização.

No entanto, os melhores resultados colhidos são imensuráveis: a alegria e satisfação dos trabalhadores pela tarefa cumprida, a difusão do Espiritismo na cidade e região, o esclarecimento aos que buscaram a luz da Doutrina, o socorro espiritual, e sobretudo, o fortalecimento da União do movimento espírita regional.

Foi assim que a 13ª URE, de uma forma singela, diante da grandiosidade da Obra, homenageou O Livro dos Espíritos nas comemorações de sua 150ª primavera.

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