Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88

I Encontro Estadual da Unificação e Expansão do Movimento Espírita

março/2020 - Por Jaqueline Souza

O Recanto Lins de Vasconcellos foi o palco do evento, organizado pelo Departamento de Unificação e de Expansão do Movimento Espírita da Federação Espírita do Paraná – DUEME/FEP, nos dias 25 e 26 de janeiro. Cerca de 90 trabalhadores de todo o Estado embarcaram em uma viagem ao passado para planejar o futuro do Movimento Espírita no Paraná.

As atividades foram coordenadas por Jorge Godinho Barreto Nery, presidente da Federação Espírita Brasileira – FEB e André Siqueira, diretor nacional da Área de Comunicação Social Espírita da FEB.

Antes da imersão no tema, o presidente da FEP, Luiz Henrique da Silva apresentou o Plano de Desenvolvimento da Federativa, destacando os marcos de cada período desde a sua implementação, em 2012.

Pautado em premissas doutrinárias, o documento foi aprovado pelo Conselho Federativo Estadual – CFE e percorreu duas fases: Planejamento Estratégico e Programa de Aperfeiçoamento Estrutural.

Em novembro de 2019, o documento foi revisitado e atualizado com vistas ao período 2020/2030, inaugurando o Programa de Dinamização do Movimento Espírita no Paraná.

O êxito dessa fase vai depender muito da nossa união e fraternidade para que nosso exemplo possa chegar às Casas Espíritas, criando motivação para darmos conta da tarefa que nos compete, sinalizou.

Jorge Godinho conduziu os pensamentos pelos 70 anos do Pacto Áureo, destacando a sua importância para a Unificação e Expansão do Movimento Espírita.

Frisou o papel do Brasil no conceito das nações, uma vez que o país está inserido no programa do Cristo pela obra de Ismael. Usou, como referência, a obra mediúnica de Francisco Cândido Xavier: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do Espírito Humberto de Campos.

O resgate histórico antecedeu o Pacto Áureo, tendo em vista fatores importantes à consolidação do Espiritismo em nosso país. Godinho falou sobre o processo de transplante da árvore do Evangelho da Palestina para o Brasil; da importância das navegações portuguesas; das realizações de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti; dos ecos do trabalho de Allan Kardec; e do início do processo de organização do Movimento Espírita nacional, a partir de pequenos grupos espíritas por onde passaram os pioneiros do Espiritismo em nosso país.

Por fim, relembrou a trajetória da revista Reformador, cuja impressão se faz ininterrupta desde sua fundação, por Augusto Elias da Silva, em 1883, e a posterior fundação da FEB, mais uma iniciativa de Augusto Elias.

Relembrou as dificuldades da primeira década de trabalho da Federativa e explicou como se deu o processo de reestruturação da entidade, por Bezerra de Menezes, enfocando ainda as diretrizes da mensagem de Allan Kardec, recepcionada por Frederico Júnior, em 1889.

Culminando com o relato dos fatos que levaram à assinatura do Pacto Áureo, destacou a importância da união e da fraternidade no processo de Unificação.

Adriano Lino Greca, 2º vice-presidente da FEP pautou a sua fala na trajetória de Lins de Vasconcellos, membro da Caravana da Fraternidade.

Esses que nos precederam têm um vínculo com a ideia da Unificação. É parte de um  programa do Cristo entregue a Ismael. Precisamos conhecer a História do Movimento Espírita para que o conceito de Unificação se faça muito próximo das Casas Espíritas, ponderou.

Destacou que unificar é harmonizar. É tempo de nos libertarmos dos personalismos para o fortalecimento das coletividades.

As atividades sequenciais ficaram com André Siqueira, que propôs exercícios em grupo para promover a reflexão coletiva sobre os papéis de cada espírita e das instituições para o processo de Unificação e Expansão do Movimento Espírita.

Elucidou as reflexões com o riquíssimo relato da história de Abraão e Ismael e da leitura guiada da mensagem Unificação paulatina, união imediata, trabalho incessante, do Espírito Bezerra de Menezes, psicografada por Divaldo Pereira Franco, em 1975.

A manhã de domingo foi destinada às conclusões finais dos grupos, perguntas e respostas direcionadas aos coordenadores e fala dos Departamentos, representados pelos diretores Sóstenes Carvalho Cornélio (Unificação) e Lannes Boljevac Csucsuly (Expansão).

Lannes se mostrou otimista e disse estar confiante de que embora sejamos um exército pequeno, a partir de agora temos um novo entendimento do que representa nosso trabalho. Por este motivo trabalharemos ainda mais para contribuir com a Federação e a Expansão do Movimento.

Sóstenes seguiu na mesma linha e convidou os companheiros a não esquecerem, em hipótese alguma, de que naturalmente todos somos trabalhadores da Unificação. Precisamos que levem às vossas UREs essa vontade de fomentar o sentimento federativo. É importante a construção coletiva.

Encerrando o Encontro, o presidente da FEP lembrou que o processo de Unificação compete a todos nós. É uma questão de vivenciarmos a Doutrina Espírita. É através do nosso exemplo que mudaremos o mundo, pois nossas ações repercutem ao nosso redor.

 

Depoimentos

Foram momentos de riquíssimos conhecimentos. Sejamos os multiplicadores da Unificação e Expansão, do qual todos os setores fazem parte dentro do Movimento Espírita.

Valmir Alves de Souza – 6ª URE

 

Agradecemos pela oportunidade e pelas reflexões que ainda reverberam em nossas mentes e corações. Parabenizamos pela organização, pelas escolhas dos coordenadores e dos temas abordados. Todos muito oportunos para as necessidades do nosso Movimento Espírita.

Valdir Zucareli – 9ª URE

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