Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
Trabalhadores do Bem Envie para um amigo Imprimir

Honório de Melo

junho/2008

Em 1979, ano comemorativo do cinqüentenário do Pacto Áureo, Honório de Melo assumia a presidência da Federação Espírita do Paraná. O Pacto Áureo, assinado em 9 de outubro de 1949, selou a paz entre as lideranças espíritas de todo o país, fortalecendo o processo de Unificação.

Verdadeiro idealista, já atuava na FEP na década de 30. Em 1937 passou a pertencer ao Conselho Federativo Estadual e, no ano subseqüente, em 1938, ocupou um dos principais cargos da FEP, o de Secretário Geral. Tinha pouco mais de 28 anos.

Iniciou suas atividades no Centro Espírita Mensageiros da Paz, no bairro Rebouças.

Trabalhou firmemente, ao lado de Lins de Vasconcellos, João Ghignone, Abibe Isfer, Francisco Raittani, entre outros, para que os fundamentos da Doutrina Espírita não se perdessem em mãos inescrupulosas e desatentas. Trabalhador infatigável e fiel, não hesitava na defesa de nossos princípios.

Por essa razão, assumiria as funções, em 24 de setembro de 1950, de Secretário da Comissão de Assistência e Difusão Doutrinária.

Foi um dos maiores incentivadores dos congressos espíritas no sul do País.

Em 1948, versátil em sua vida de relação no nosso meio, aceitou orientar a UMEC – União das Mocidades Espíritas de Curitiba, como diretor do Departamento de Mocidades da FEP, direcionando a mente de centenas de jovens para o Bem .

Representou a FEP no Conselho Federativo Nacional. Sempre firme em suas posições, tinha suas opiniões muito bem recebidas pelo plenário composto de líderes espíritas de todo o Brasil.

Sempre consciente, ia aonde o trabalho do Cristo o chamava. Com mais de 60 anos de idade, aceitou ser vice-presidente da FEP, função que desempenhou de 1972 a 1978.

Colaborava com o Centro Espírita Leocádio José Correia e palestrava nas cidades que o convidavam.

As vésperas de sua desencarnação, que se daria em 8 de setembro de 1989, recebeu a visita do médium e consagrado orador Divaldo Franco. Mostrando sua lucidez e resignação ante os ditames da vida, brincou: “Quanta honra para um pobre marquês”. Ali, ante o espectro da morte, reinava uma paz que só os verdadeiros servidores do Mestre merecem.

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