Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87

Homenagem às Mães

maio/2010

Mais uma vez o teatro da FEP foi palco de um grande espetáculo.

Desta feita, no entanto, uma homenagem muito especial e mais do que justa: à mãe.

Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, ao tratar da Lei de Igualdade, assim interroga as potências do Mundo Espiritual, na pergunta de número 821:

“As funções às quais a mulher é destinada pela Natureza têm importância tão grande quanto as do homem?”

“Sim, e até maiores. É ela que dá ao homem as primeiras noções de vida.”

Como bem se pode observar, ao contrário do tratamento das velhas doutrinas, que financiaram a marginalização da mulher ao longo dos tempos, o Espiritismo, resgatando a proposta de Jesus em sua pureza original, destaca o seu papel central no mundo.

Além disso, a resposta nos permite compreender que dar noções de vida, o que equivaleria a educar, é tarefa da maior importância.

Logo, nestes dias de desqualificação do papel da mulher-mãe, com insistentes convites para que ela exerça outras importantes funções sociais, em detrimento do lar, será muito bom mergulharmos no conteúdo espírita, redimensionando, desse modo, a importância que o papel de mãe empresta ao Espírito que se reencarna para acolher outros tantos Espíritos na condição de filhos.

Vale destacar que é no papel de mãe que

se exercitam e se consolidam virtudes que dificilmente seriam experimentadas em qualquer outra função.

A mãe é convidada a renúncias silenciosas nas madrugadas invernais da existência; é quem abdica dos seus próprios prazeres em favor daquele que chega; é quem permanece acordada quando todos dormem; é quem se verá impelida a nutrir de afeto o filhinho que lhe reclama constante atenção.

É assim, de experiência em experiência, que o Espírito, estagiando como mãe, vai se percebendo portador de ilimitadas virtudes, que se lhe constituirão credenciais para, de modo mais preciso, encontrar o endereço de Deus.

Nessa noite especial, coordenada pelo Setor de Artes da FEP, dirigido por Plínio Oliveira, alguns talentos, que cantam música de espiritualidade, enobreceram o palco do teatro com melodias de amor, mas de um amor profundo, de um amor que só se vivencia quando se é mãe; um amor doação, um amor que nada pede em troca; um amor incapaz de colocar seu filho em uma guerra contra os filhos de outras mães.

Foi especial contar com a presença dos amigos do “Alma Sonora”, que há mais de 10 anos tem procurado oferecer, pela música, um estímulo para que enxerguemos o mundo de modo diferente; para que pensemos que só o amor é capaz de sustentar a felicidade da criatura humana. Eles apresentaram duas músicas belíssimas, uma das quais premiada nacionalmente, em um festival de música popular brasileira: Pensamento Sideral.

Numa das suas canções, o vocalista cantaria: “Entenda, o amor é a única saída para a alma às vezes tão sofrida, que está aprendendo a voar…”

Logo após, com espaços de tempo sempre permeados por breves apresentações do maestro Plínio, entra em cena o Coral do C. E. Ildefonso Correia, sensibilizando sempre com o esforço que o grupo tem feito em favor da boa música há alguns anos em nosso Movimento Espírita.

Por último, Andrey Cechelero, um talento musical inquestionável, vem falar do amor, com sua voz e com o piano. Ele dizia: “…há amor no interior da vida, na prece enternecida, nas vestes do perdão.”

Foram momentos de enternecimento, de profundo carinho, oferecidos por esses amigos às mães que em realidade nunca se distanciam de seus amores.

O extraordinário evento, com entrada gratuita, contou com presença de quase 500 pessoas, entre as quais a dos diretores executivos da FEP, Daniel Dallagnol (2º vice), Luiz Henrique (1º vice) e Francisco Ferraz Batista (Presidente).

Esta foi a primeira vez que a FEP organizou uma atividade musical, no teatro, para homenagear as mães.

Esperamos, em nome de toda a comunidade espírita, que não seja a única. Antes, contudo, que se faça indispensável, todos os anos, a fim de que registremos em nossos corações o sentimento de profunda gratidão e respeito que deve lastrear a conduta dos filhos em relação à mãe.

Assine a versão impressa
Leia também