Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87

Lições para a vida

Homem Ambulância

outubro/2017

Karimul Haque trabalha para uma empresa de plantação de chá na cidade de Jalpaiguri, na Índia. Seu salário gira em torno de R$ 240,00.

Aos cinquenta anos, ele é conhecido como O Homem Ambulância, por sua missão especial de transportar pacientes emergenciais ao hospital por sua própria conta.

Tudo começou quando morreu sua mãe por falta de atendimento médico na vila em que mora. Depois disso, ele se dedicou a prestar esse serviço aos moradores do local em sua moto financiada.

Karimul enfrenta dificuldades para pagar o financiamento todos os meses, além de ter de se virar para fazer com que o veículo esteja sempre abastecido e funcionando para cumprir sua missão.

Em um ato de gratidão, algumas pessoas angariaram doações para ajudá-lo a saldar parcelas de seu financiamento.

Seu trabalho como Homem Ambulância é tão importante que, quando está trabalhando e recebe uma chamada de emergência, tem a autorização de seu gerente para sair e atender ao paciente em necessidade.

Karimul vem atendendo seus companheiros que precisam de atendimento médico há quatorze anos.

Ele é mais que um motoqueiro bom samaritano. Ele traz esperança aos moradores pobres e desamparados da vila, dando a eles o melhor dos presentes: a chance de sobreviver.

Todos os meses ele transporta aproximadamente cem pacientes ao hospital, em sua motoambulância e, em alguns casos, usa um carrinho engatado à moto.

Luciana Perussi Caczan

https://awebic.com/humanidade/homem-ambulancia/

 Alguns de nós, ante problemas graves que nos alcançam, nos sentimos profundamente feridos e nos entregamos à tristeza.

Outros, como esse indiano, nos dão o exemplo de que a dor que nos fere deve se constituir em estímulo para engendrar ações a fim de evitar que idêntica problemática possa atingir a outrem.

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