Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2020 Número 1626 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Haroldo Dutra Dias no Paraná

setembro/2010

Entre os dias 25 e 29 de agosto, tivemos a honra de receber o confrade Haroldo Dutra para uma série de conferências na Inter-Regional Leste, contemplando-se as URE Metropolitanas, 1ª (Paranaguá), 2ª (Ponta Grossa) e 3ª (Rio Negro), além da 15ª Região, de União da Vitória.

A sua presença cativou a todos, pela maneira suave, doce e profundamente gentil ao expressar as suas ideias. Mas, o que mais impressionou, sem dúvida alguma, foi a profundidade de seus conhecimentos em torno do Antigo e do Novo Testamento.

Conduzindo o público ao cenário singelo da Galileia ou, ainda, à opulência de Jerusalém, através da riqueza simbológica das parábolas ou das cartas dos apóstolos, notadamente as de Paulo de Tarso, interpretadas por ele, que conhece a língua grega clássica, a língua hebraica e a aramaica, tivemos o ensejo de reviver as lutas dos primeiros mártires do Cristianismo e as conquistas espirituais inalienáveis daqueles que transformaram a letra da lei em ações práticas do Bem, traduzindo todo o amor do Cristo.

Iniciando a sua caminhada com uma visita ao Recanto Lins de Vasconcellos, no dia 25, oportunidade na qual cogitamos sobre a possibilidade de fazermos treinamentos, encontros para reflexão em torno dos ensinamentos de Jesus com as lideranças espíritas do Estado.

Seguimos na direção de União da Vitória, ato contínuo, onde, às 20h, Haroldo falaria para um público de quase 500 pessoas, no Cine Teatro Luz, a respeito da contribuição do Espírito Emmanuel na interpretação do Evangelho. Emmanuel, que foi o coordenador das atividades mediúnicas de Chico Xavier, ao longo de muitas décadas.

Falando de maneira objetiva e agradável, o conferencista nos permitiu compreender a grandeza do trabalho do benfeitor espiritual, que se antecipou às várias descobertas das ciências do mundo para trazer informações precisas a respeito das principais datas do Cristianismo nascente.

É possível afirmar, de imediato, que Emmanuel retifica, ajusta, corrige, sobretudo entre os anos 1937 e 1945, as principais datas históricas do Cristianismo do 1º Século, empreendimento que somente nesta última década a ciência está realizando.

A receptividade dos irmãos de União da Vitória foi comovente e toda permeada pela fraternidade, que deve vigorar nas nossas relações de cristãos espíritas.

Logo nas primeiras horas da manhã, a convite da irmã Jacyra, visitamos o Albergue Onofre

Brittes, em cuja cozinha são produzidos alimentos, destacando-se o “quibe”. O resultado financeiro das vendas desses produtos, feitos por uma equipe dedicada de voluntários, é destinado à manutenção do projeto Vila Esperança, sobre o qual o Jornal Mundo Espírita já escreveu há algumas edições.

Concluída a etapa de União da Vitória, fomos para Rio Negro. Aguardava-nos o confrade Antonio Kühl, sempre simpático, para um programa de entrevista na rádio Difusora de Rio Negro, a partir das 15h.

Haroldo foi interpelado pelo apresentador Fábio e pela equipe da FEP, de modo a apresentar ao ouvinte o resultado de suas pesquisas, as dificuldades e os móveis que o levaram a empreender esse trabalho magnífico de tradução de O Novo Testamento. A entrevista transcorreu toda num clima de muito respeito e alegria.

Às 20h, tudo estava preparado para mais uma palestra. O clima era de expectativa. O auditório do Centro Espírita Vicente de Paulo estava lotado, com cerca de 90 pessoas.

Haroldo, de maneira brilhante e toda própria, fazendo os ajustes necessários na interpretação do Antigo Testamento, nos apresentou, através da Parábola do Bom Samaritano, o diálogo de Jesus com um doutor da Lei, em Israel. Os doutores conheciam os textos, todavia, Jesus fez um verdadeiro “trava-cérebro” durante o diálogo e fê-lo enxergar o amor ao próximo sob outra perspectiva… a perspectiva de quem sofre, de quem precisa, de quem atravessa os seus invernos existenciais.

Foram momentos de muita sensibilização, de elevação. Momentos especiais.

Com os corações felizes, fazendo “midrashes” durante a viagem, ou seja, fazendo interpretações de alguns textos, viemos na direção de Curitiba, diretamente ao Hospital Bom Retiro, onde nos aguardavam a coordenadora geral, Eleonor Batista e o 1º vice-presidente da FEP, Luiz Henrique.

Depois da visita às instalações e aos pacientes do Bom Retiro, fomos para a sede administrativa da FEP, para a Sede História, Teatro, Livraria, enfim, fomos apresentar a estrutura administrativa e os serviços que a Federação oferece à comunidade.

Conversamos muito, falamos de projetos, de pesquisas, de parcerias que a FEP e Haroldo pretendem empreender juntos.

Final de tarde… e a caravana subiu a serra na direção de Ponta Grossa. Era dia 27.

Ali, Haroldo fez as suas considerações a respeito do aspecto tríplice da Doutrina Espírita, enfatizando o religioso, notadamente nestes dias em que movimentos estranhos procuram afastar Jesus do Espiritismo. Foi muito importante a reflexão, tanto quanto foram importantes os momentos de colóquios mais íntimos com as lideranças da região, principalmente na troca afetiva, no compartilhamento de ideias, de propósitos e de esperanças que preenchem os nossos corações.

Dia 28, logo pela manhã, e lá estava o incansável Haroldo participando do encontro com os presidentes de URE e alguns diretores, na sede da FEP, oportunidade na qual se apresentaram vários projetos dos departamentos, assessorias e coordenadorias.

Haroldo, a convite do presidente Francisco Ferraz, falou rapidamente sobre o seu trabalho de pesquisas, respondeu perguntas e concluiu com uma prece emocionada.

À tarde, participou conosco da reunião do Conselho Federativo Estadual, podendo observar e compreender a dinâmica do trabalho no Paraná.

Às 19h30, no teatro da FEP, com cerca de 400 pessoas, ele repetiu, a pedido nosso, a palestra sobre a “Parábola do Bom Samaritano”. Não há como descrever o clima de alegria e de elevação, construído pela maneira como o confrade se expressa e se dirige ao público.

A expectativa para o domingo só fez aumentar, justamente por conta da apresentação de sábado.

Era o dia 29, 19h30, e Haroldo encerrou a sua jornada falando sobre a “Parábola do Joio e do Trigo”.

Amarrando a sua abordagem com várias histórias curtas, ele novamente emocionou as 140 pessoas que repletaram o auditório da Casa.

Numa fala simples quanto profunda, a sua exposição cativou por permitir aos participantes essa identificação com os dramas, com as dores e com a solicitude permanente do Mundo Espiritual em nos oferecer as condições para que caminhemos com as próprias pernas.

Ao comparar a parábola com a atuação da Providência Divina, o expositor falou dos mecanismos da justiça de Deus, amparando a sua reflexão na obra ‘Vinha de Luz’, de Emmanuel, concluindo, entre lágrimas e abraços, a sua estreia no Paraná.

Esperamos que seja o início de muitos outros encontros, de muitas outras alegrias que ainda nos aguardam na parceria com Haroldo Dutra, pois sabemos do seu trabalho, dos seus projetos e da importância disso para a própria Humanidade, uma vez que se trata de estabelecer, em definitivo, a conexão entre 3 revelações para o mundo (Moisés / Jesus / Espiritismo). Aí, começamos a entender que não foi em vão que ele estudou o hebraico, o grego, o aramaico e o francês.

Vibremos para que o Movimento Espírita esteja preparado para esses dias especiais e definidores que estamos vivendo.

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