Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87
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Há dois mil anos…

novembro/2008

Romance biográfico, psicografado no período de 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, descreve a trajetória do orgulhoso patrício romano, senador Públio Lêntulus, reencarnação do próprio autor, Emmanuel, ao tempo de Jesus e de sua gloriosa epopeia da Boa Nova.

Objetiva mostrar os limites da fraqueza humana e as duras provações a que se submetem as almas insensíveis às necessidades espirituais.

Humildemente, nos propõe uma meditação mais aprofundada sobre as graves questões que envolvem o gênero humano nos capítulos obscuros do poder político e da autoridade transitória, “a fim de aprendermos nas dolorosas experiências de uma vida indiferente e ingrata”.

O livro, composto de duas partes, com 10 capítulos cada uma, é uma peça literária de fôlego, com 425 páginas que carregam indescritível emoção, arrebatando-nos às mais elevadas esferas do sentimento.

A primeira parte detém-se na narrativa da viagem a Jerusalém com a família, na condição de legado do imperador Tibério. A calúnia e o desprezo sofridos por Lívia, sua esposa, a cura da filha Flávia por Jesus e o rapto do seu filho caçula mudariam sua vida para sempre.

Na segunda parte, narra seu retorno a Roma depois de 15 anos, com vivas emoções das imagens que seu gênio pode criar, e descreve seu retorno a Jerusalém como conselheiro de guerra do general Tito que, com suas tropas, impunha o cerco e a destruição definitiva da capital dos judeus.

Cego e viúvo, cercado de dramas familiares, o senador capitula diante de imensa dor, entendendo definitivamente as oportunidades perdidas para alimentar, a partir daí, o desejo inquebrantável de seguir o Cristo para aliviar o tremendo fardo de suas desilusões.

No capítulo VI – Alvoradas do Reino do Senhor – o Mestre, ao recepcionar os primeiros cristãos entregues ao martírio no circo romano, registra a severa advertência:

“Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!…

“Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!…

“Sim! Amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimento e de sangue… exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em doloroso cataclismos…

As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: Ó Jerusalém, Jerusalém!…”

Há Dois Mil Anos” está incluído entre os dez melhores livros espíritas publicados no século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela “Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura”.

Autor espiritual: Emmanuel
Psicografia: Francisco C. Xavier
Editora: Federação Espírita Brasileira

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