Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

Grandes Educadores

Platão - O Primeiro Pedagogo

julho/2008

O grego Platão (427-347 a.C.), é considerado  primeiro pedagogo da Humanidade, por ter concebido um sistema educacional, que uniu a ética e a política. O objetivo final da educação, segundo o filósofo, era a formação do homem moral, vivendo em um Estado justo.

Platão desenvolveu a ideia de que o homem está constantemente em duas realidades: a inteligível e a sensível, A primeira é a realidade, mais concreta, permanente, imutável. A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens das realidades inteligíveis.Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Ideias ou Teoria das Formas. Para Platão o mundo concreto era uma pálida reprodução do mundo sensível ou mundo das ideias.

O homem para Platão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Ao passo que o corpo sempre está em constante mudança de aparência, forma… A alma não muda nunca. A partir do momento em que nascemos temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais e o conhecimento estão escritas na alma eternamente, porém ao nascermos esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.

Platão, sobre a influência de Sócrates, do qual era discípulo, buscava a verdade das coisas em algo superior, que segundo ele não era corruptível. “As coisas devem ter um outro fundamento, que seja além do físico, a forma de buscar estas realidades vem do conhecimento, não das coisas, mas do além das coisas”, dizia ele. E isto significa buscar a verdade no interior do próprio homem e o ressaltava enquanto alma e não apenas corpo. O conhecimento que continha na alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível.

“Toda virtude é conhecimento”. Ao homem virtuoso, segundo ele, é dado conhecer o bem e o mal, e a busca da virtude deve prosseguir pela vida inteira, por isso a educação não pode se restringir apenas aos anos de infância e juventude.

A ideia defendida por Platão sobre a educação e o conhecimento, de que não é possível ou desejável transmitir conhecimento aos alunos, mas antes, levá-los a procurar respostas, eles mesmos, é sustentada em parte pela pedagogia atual.

Por volta de 347 a.C., admirado por toda a Atenas, Platão morre, voltando a ser citado em Prolegômenos, de O livro dos espíritos, e ainda assina um dos trechos da resposta à questão 1009 da mesma obra, onde falando a respeito da inexistência das penas eternas bem recorda as exortações de Sócrates.

E conclui: “Humanidade! não mergulhes mais os teus tristes olhares nas profundezas da Terra, procurando aí os castigos. Chora, espera, expia e refugia-te na ideia de um Deus intrinsecamente bom, absolutamente poderoso, essencialmente justo.”

 

Para pensar na evangelização:

Platão acreditava que por meio do conhecimento, seria possível controlar os instintos, a ganância e a violência. Hoje poucos concordam com isso, pois que em muitos países prósperos e cultos ainda existem as atrocidades. Por outro lado, não há valores consistentes sem valores éticos. Você quando prepara as atividades de evangelização, até que ponto as considera um instrumento para a formação de homens de bem e virtuosos?

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