Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87
Trabalhadores do Bem Envie para um amigo Imprimir

Flávio Ferreira da Luz

novembro/2008

Nascido em 18 de agosto de 1887, na Rua Comendador Araújo, em Curitiba, Paraná, onde hoje é a sede da Sociedade Thalia. Faleceu em 20 de março de 1954. Foram seus pais José Ferreira da Luz e Bertholina Pereira da Luz.

Em 1905 matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso de bacharel em Direito em 1909.

Contraiu núpcias em 19 de abril de 1910 com a senhorita Sarah Lopes, que passou a assinar-se Sarah Lopes Luz. Desse casamento houveram cinco filhos: Cid, Clotilde, José, Ruy e Laura.

Sucedeu seu genitor como titular do Cartório de Registro de Imóveis do 1º Distrito da Capital.

Foi, em companhia de Nilo Cairo, que era seu concunhado, um dos idealizadores e fundador da atual Universidade do Paraná.

Foi pioneiro da radiofonia no Paraná e um dos fundadores da Rádio Clube Paranaense – a nossa PRB-2.

Ainda muito jovem, já se dedicava às pesquisas no campo do Espiritismo. Em 18 de julho de 1915 era incluído nos quadros da Federação Espírita do Paraná, como membro da Comissão Central e já em 14 de janeiro de 1917 era eleito presidente, sendo reeleito para os anos de 1918, 1919, 1920 e 1921.

Em 1920 participou da primeira comissão organizadora do Hospital Espírita.

Sua vida foi por longos anos dedicada, além da família, às mais diversas atividades sociais e à causa da Doutrina Espírita.

Companheiro inseparável das atividades espíritas de Arthur Lins de Vasconcellos esteve ao seu lado até o ano de 1930.

Sua folha de serviços prestados à Federação Espírita do Paraná é uma das mais repletas de dedicação. Assim é que, tendo deixado a presidência em 1922, a ela voltou em 16 de janeiro de 1927, depois de ter exercido o cargo de secretário geral de 20 de janeiro de 1923 a janeiro de 1926.

Foi diretor da “Revista Espiritualista” e secretário da Federação, subscritor de um telegrama de protesto dirigido aos poderes públicos, contra a tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná de um projeto de Lei, mandando o governo do Estado doar á igreja Católica, para instalação de dois bispados, de uma gleba de centenas de alqueires de terras pertencentes ao patrimônio do Estado.

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