Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2020 Número 1626 Ano 87

Fidelidade doutrinária

agosto/2013

Poucos sabem que a expressão “fidelidade” se origina do latim “fides”, que significa fé, ter firme e inabalável convicção em determinados princípios.

“Fé” e “paz” foram as expressões reais utilizadas por Jesus em sua dolorosa peregrinação pelo solo movediço do planeta.

Ter fé é ser fiel. Por essa razão a Doutrina Espírita não prescinde da fidelidade daqueles que dizem amá-la, por ser o Consolador, o Espírito de Verdade, que recupera o desejo divino do cristo de ver em cada seguidor de seus ensinamentos um expoente de fidelidade cristã.

Quando contraímos núpcias, quando nos associamos a um clube, quando nos dedicamos profissionalmente a uma empresa… na sociedade, no trânsito, na relação familiar, enfim, nos obrigamos a assumir o compromisso da fidelidade, sob pena de desfigurarmos o nosso caráter, perdendo a credibilidade indispensável a nossa vitória nos diversos planos da vida.

A fé não prescinde da disciplina espiritual que nos possibilita viver com segurança.

A disciplina não abre mão do estudo doutrinário para a ampla conquista do conhecimento libertador.

Quando Allan Kardec nos falou sobre espíritos pseudo-sábios, objetivou advertir-nos para a ação desses infortunados irmãos que supõem saber o que não sabem e se arvoram em reformadores de ideias que desconhecem, por pura presunção. O orgulho é o sentimento que lhes move a razão. Está nas “diferentes ordens de Espíritos”, na questão 104 de “O Livro dos Espíritos”.

Alvos fáceis de forças perturbadoras, insistem na falsa necessidade de se reformar o Espiritismo, de renovar-lhes os conceitos, desconhecendo que o Senhor nos disse que ele ficaria eternamente conosco (João: 14 e 15).

Modifica-lo seria dar a ele, ao Espiritismo, o cunho da transitoriedade, a marca do que é passageiro.

Os que se supõe com autoridade para a falaciosa mudança não dão nenhuma contribuição efetiva para o bem da sociedade.

Onde está sua postura, moralmente elevada, no seio da família? Que contribuição marcante deram no seu campo profissional? Que currículo acadêmico de altíssimo nível possuem? Quantos livros de sucesso escreveram? Quantas dezenas de anos consumiram no idealismo de servir com páginas preciosas, palestras exemplares, gastos do próprio bolso? Que cidades e que estados percorreram ouvindo lideranças respeitáveis para formação de consenso? Já leram todas as obras de Kardec e as complementares de Chico Xavier para formarem opinião definitiva? Quais os aspectos pretendem mudar?

Não há uma única liderança acreditada no Movimento Espírita que endosse tal disparate.

Médiuns consagrados, escritores renomados, presidentes de federações, membros do Conselho Federativo Nacional… são unânimes na defesa de nossa Doutrina tal como ela é, saída das mentes privilegiadas dos benfeitores que atuaram em nome do Cristo.

É preciso cautela no exame das questões, para não sermos consumidos pelo fogo devorador da precipitação.

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