Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2020 Número 1633 Ano 88

Fenômenos escrita direta

outubro/2008

Escrita direta ou pneumatografia (do grego “pneuma=sopro, impulso, vontade+escrita) é “produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum. Difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito mediante a escrita feita com a mão do médium”. (Allan Kardec – “O Livro dos Médiuns” – cap. XII)

Diferente do que se pensava, não há a necessidade do lápis ou objeto semelhante, bastando um pedaço de papel ou de outro material, onde se pode obter a escrita, como ocorreu na recepção dos Dez mandamentos (Decálogo) por Moisés no Monte Sinai, utilizando-se de “duas tábuas de pedra” (Êxodo:34 e Deuteronômio:10).

Pela escrita direta, Allan Kardec (item 147, cap. XII – “O Livro dos Médiuns”) explica “o aparecimento das três palavras célebres na sala do festim de Baltazar”. As três palavras a que se refere o Codificador são “Mane-Thecel-Pharés”. Baltazar foi filho do rei Nabônida e morreu, depois de derrotado por Ciro II na tomada da Babilônia em 539 a.C.

As três palavras sintetizam a condenação, pela Espiritualidade Superior, aos desmandos, às orgias, à corrupção e às guerras, que a Babilônia sustentava na vida do Estado e na relação com os outros povos.

O fenômeno da escrita direta é de efeito físico e é um dos mais impressionantes e incontestáveis estudados pelo Espiritismo.

A escrita direta é uma variação da materialização, como a levitação, o transporte, a voz direta, que precisam do ectoplasma ou teleplasma, constituído de força nervosa produzida abundantemente pelo médium. Em “Missionários da Luz”, André Luiz/Chico Xavier, no capítulo 10 (Materialização) penetra fundamente na questão, detalhando ao explicitado por Allan Kardec, no item 127, de “O Livro dos Médiuns”, intitulado “Do laboratório do Mundo Invisível”.

Assine a versão impressa
Leia também