Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Falando abertamente sobre suicídio

julho/2019

Recentemente chegou-nos às mãos um folheto, publicado pelo Centro de Valorização da Vida – CVV, que reputamos de suma importância e nos dispusemos a essa apresentação resumida.

O folheto apresenta quatorze perguntas que merecem ser analisadas com bastante profundidade e verificarmos como podemos contribuir para diminuirmos os índices de suicídio no nosso país.

A taxa é de um suicídio a cada quarenta segundos no mundo. No Brasil, são trinta e duas pessoas que morrem, por dia, vítimas de suicídio e, quem tenta suicídio, está pedindo ajuda. Podemos contribuir para que esse índice alarmante diminua. Mas, para fazermos isso é importante refletirmos sobre os itens apresentados pelo CVV.

  1. Como podemos definir suicídio?

É um gesto de autodestruição. Cada suicídio impacta entre seis e dez pessoas.

 

  1. O que leva uma pessoa a se matar?

Não é um motivo único.  É um conjunto de situações. A pessoa tem necessidade de aliviar pressões externas como cobranças sociais, culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo, fracasso, humilhação…

 

  1. Como se sente quem quer se matar?

Combina dois ou mais sentimentos ou ideias conflitantes. Busca atenção por se sentir só. Sente a necessidade de parar de sofrer querendo que seu tormento cesse de imediato.

 

  1. O impulso suicida é normal?

Impulso é uma reação natural, sendo mais comum nas pessoas fragilizadas emocionalmente diante de situações que despertam o desejo do suicídio.

 

  1. Quem se mata mais: homens ou mulheres?

Homens se matam mais. As mulheres tentam mais vezes. Entre os homossexuais, bissexuais, transexuais existem índices maiores de suicídio. Isso está ligado a causas culturais e preconceitos sociais.

 

  1. O suicídio está ligado a alguma doença mental?

Quem tenta suicídio está pedindo ajuda. Suicídio resulta de uma crise de duração maior ou menor, depende do indivíduo. Especialistas em saúde mental podem identificar, na maioria das pessoas, sintomas que podem ser leves, moderados ou severos, como:

  1. depressão – na forma simples ou bipolar (estados alternados de euforia);
  2. dependência química – álcool ou drogas;
  3. esquisofrenia.

As pessoas correm menos risco de se matar quando aceitam ajuda.

 

  1. Pessoas que ameaçam se matar podem desistir da ideia?

Sim. Ao receber ajuda, podem reverter essa situação colocando para fora seus sentimentos, alterando seu estado interior. Esse auxílio pode vir de pessoas comuns, profissionais ou do CVV.

 

  1. As pessoas que tentam o suicídio pedem socorro?

Sim. E através da ajuda podem ter seu desejo de viver fortalecidos.

 

  1. Quem está por perto pode ajudar? Como?

Sim. É preciso perder o medo de se aproximar de pessoa e oferecer ajuda. Perguntar: Tem algo que eu possa fazer para te ajudar? Nada melhor do que um ombro amigo1. Porém, é importante respeitar a forma de pensar dessa pessoa.

 

  1. Como o suicídio é visto pela sociedade?

É um tabu entre a maioria das pessoas. É um assunto proibido que agride, inclusive, algumas crenças religiosas.

 

  1. O mundo atual tem influência no número de suicídios?

Nossa sociedade vive com diversas situações de agressão, competição e insensibilidade, campo fértil para que os transtornos emocionais se desenvolvam. O principal antidoto é o sentimento humanitário.

 

  1. Quais as estatísticas de suicídio no Brasil?

A média é de seis a sete mortes por grupo de cem mil habitantes. A média mundial está entre treze e quatorze mortes por cem mil habitantes. O que preocupa é que enquanto a média mundial permanece estável, no Brasil a média tem crescido e o maior aumento é registrado entre jovens de 15 a 25 anos.

 

  1. O suicídio pode ser prevenido?

Sim. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

 

  1. Quem oferece ajuda para pessoas com intenção de se matar?

O CVV está à disposição, com seu grupo de voluntários, preparados para oferecer apoio emocional. Também existem programas de saúde pública que oferecem esse serviço. O CVV atende pelo telefone – 188 Nacional – 24 horas por dia

Chat – www.cvv.org.br/chat

Skype

E-mail – www.cvv.org.br/e-mail e,

Pessoalmente – através de postos de atendimento.

Para acesso ao endereço dos postos – www.cvv.org.br/postos-de-atendimento.

 

1 Pessoas com desejo suicida usam frases como estas (dentre outras):

Eu preferia estar morto!

Eu não posso fazer nada!

Eu não aguento mais!

Eu sou um perdedor e um peso para os outros!

Os outros serão mais felizes sem mim!

Site: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio

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