Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Espaços de ação da criança e do jovem

setembro/2019

Para o pleno desenvolvimento das atividades na Área de Infância e Juventude no Centro Espírita é fundamental estar atento aos variados espaços de ação em que devem ser propostas atividades, visando a inserção da criança e do jovem.

Os documentos Orientação para a Ação Evangelizadora Espírita da Infância e da Juventude1 e 2, resultado de trabalho coordenado pela Área Nacional de Infância e Juventude do Conselho Federativo Nacional – CFN da Federação Espírita Brasileira – FEB, destacam:

  1. Espaços de estudo e vivência do Evangelho;
  2. Espaços de convivência familiar;
  3. Espaços de confraternização;
  4. Espaços de vivência e ação social;
  5. Espaços de comunicação social;
  6. Espaços de integração da criança e do jovem nas atividades do Centro Espírita e do Movimento Espírita.

 Juventude Espírita explorando os Espaços de Vivência e Ação Social

Esses espaços, promovidos pelo Centro e/ou Movimento Espírita terão como objetivo permitir a atuação da criança e do jovem em movimentos sociais, visando minimizar o sofrimento dos mais necessitados, suprindo carência material e também consolando corações, através do trabalho voluntário. É proposta educativa que desperta a autoestima, a autoconfiança e os talentos humanos revelados nas ações e no exercício de doar-se.3

A participação em eventos inter-religiosos é outra ação que auxilia a criança e o jovem no desenvolvimento do sentimento de compreensão e respeito mútuo, como também amplia a possibilidade de criação de laços de amizade e o exercício de construção de espaços de paz e fraternidade.

Nesse aspecto, cinco jovens do Movimento Espírita de Curitiba tiveram a oportunidade de representar a juventude espírita (Mariana Alves Pereira, Caroline Krelling, André Luiz Alcântara Reis, Giovanna Klevovicz Cardozo e Ayda Edellyn de Lima Altamer), no Encontro Nacional das Religiões pelas Crianças, no Museu da Vida, em Curitiba, entre os dias 17 e 19 de julho, que teve como objetivos:

  • reunir líderes religiosos e autoridades, juntamente com os jovens das diferentes comunidades de fé para tratar do fortalecimento da família e as relações de cuidado e de proteção à criança, tendo como tema básico o serviço Família Acolhedora;
  • trocar experiências entre os jovens a partir da Espiritualidade de cada comunidade de fé e discernir como podem contribuir para o fortalecimento da família e proteção à criança dentro da Rede Global das Religiões pelas Crianças (GNRC).

Ainda, representando a Federação Espírita do Paraná – FEP e a FEB, participaram Elisabeth Martin Bianco Machado, diretora do DIJ e João Edson Alves, presidente da URE Metropolitana Leste.

Entre atividades de debates, oficinas e visitas a diversos templos religiosos, os jovens puderam desenvolver laços de amizade com jovens de outras religiões e refletir sobre questões importantes acerca do fortalecimento da instituição familiar e da proteção à criança, estimulando-os, inclusive a pensar em ações práticas possíveis de serem realizadas.

Algumas das reflexões de nossos jovens com base na experiência vivenciada:

 Importância da comunidade:

 * Criação de laços entre a casa espírita e os frequentadores, não somente no DIJ mas em todos os departamentos, bem como entre os trabalhadores e as famílias, de forma a estimular um espaço de convivência segura.

 *Essa comunidade auxilia tanto na saúde mental dos indivíduos que fazem parte dela, através da criação desses espaços abertos de diálogo, quanto no desenvolvimento infantil, pois a criança também terá um local de afeto para crescer.

 *A comunidade não tem somente base na convivência dentro da Casa Espírita, mas principalmente fora dela, criando amizades que transcendam a religião e adentrem outros aspectos da vida do indivíduo. (André Luiz Alcântara Reis)

 *(…) o quanto julgamos (sem querer mesmo) as outras religiões e como, em um simples diálogo/exposição, aprendemos muito, acabamos com alguns preconceitos que tínhamos. Penso que esse diálogo entre religiões poderia ser trabalhado mais nas Casas Espíritas. Isso poderia diminuir o receio que algumas pessoas têm pela nossa Doutrina e nos ajudaria na questão do respeito e prejulgamento que, infelizmente, nem notamos que temos. (Giovanna Klevovicz Cardozo)

 *(…) gostei muito das visitas onde pudemos conhecer crenças diferentes das nossas, todas falando do amor de Deus. (Caroline Krelling)

Pela manifestação dos jovens, podemos comprovar a importância de lhes proporcionar oportunidades de vivenciarem os variados espaços de ação como forma de estimular a criação de laços de amizade; fortalecimento do sentimento de admiração e respeito pelo próximo, independente de crença; ampliação do conhecimento e reflexão sobre a importância do seu papel perante a Doutrina e na comunidade como um todo.

 

Referências:

  1. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Orientação para a Ação Evangelizadora Espírita da Infância: subsídios e diretrizes. Brasília, 2016.
  2. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Orientação para a Ação Evangelizadora Espírita da Juventude: subsídios e diretrizes. Brasília, 2016.
  3. Op. cit. pt. 1, cap. 2, item 2.7, p. 92.
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