Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Encontro fraterno com Divaldo Franco

dezembro/2015 - Por Paulo Salerno

Repetindo o êxito, desde o ano de 1997, o Encontro Fraterno de 2015, teve início no dia 15 de outubro.

Expressando, pelo exemplo, a sua fraternidade, Divaldo Franco recebeu os participantes, pela manhã e à tarde, que chegavam ao Hotel Iberostar Praia do Forte/BA, local onde, desde alguns anos, se realiza esse magnífico encontro de almas fraternas, dessa feita, sob o tema: O ser humano em busca de Deus.

Iniciando a programação, no período noturno, Divaldo, como anfitrião inigualável, recepcionou, pessoalmente, os integrantes do Encontro. Para enlevo de todos, o violoncelista Diego Carneiro Oliveira e o barítono Maurício Virgens apresentaram excelente repertório musical erudito. Ambos brasileiros, atualmente residem em Londres/Inglaterra.

Homenageando três servidores do Cristo, foram inaugurados os bustos de Nilson de Souza Pereira, Divaldo Pereira Franco e Joanna de Ângelis.

Os dois primeiros souberam concretizar a inspiração sublime, trabalhando em prol da caridade, do amor e da divulgação da Doutrina Espírita, semeando bondade, compaixão e profundo respeito ao próximo.

A mentora Joanna de Ângelis, Espírito de escol, por sua vez, demonstrando rara inteligência, aliada a um grande sentimento de amor, tem contribuído sobremaneira para a libertação do ser humano das sombras onde ainda se encontra mergulhado.

Na abertura, Divaldo agradeceu a presença e a participação de cada um, destacando a frase de Dostoievski, romancista russo: A beleza salvará o mundo, para ilustrar que a criatura humana deve primar pelo transcendente, em oposição ao materialismo e a perda do contato com Deus.

Comentando um vídeo promocional e motivador, Divaldo frisou que todos podem fazer melhor, que podem recomeçar a marcha, preocupar-se mais com o próximo. Educador de fibra, propôs para reflexões, cujas respostas serão debatidas ao final do Encontro, a seguinte indagação: Se hoje você tivesse um encontro pessoal com Deus, o que pediria?

O Estudo de O Evangelho segundo o Espiritismo, sobre A desgraça real, após a leitura, foi comentado por quatro participantes previamente convidados.

Finalizando, Divaldo descreveu, de forma breve, a vida espiritual do Benfeitor Adolfo Bezerra de Menezes, destacando o processo da sua desencarnação, o seu despertar além-túmulo, as opções que lhe foram sugeridas por Maria, Mãe de Jesus, por ocasião do cinquentenário de sua volta ao mundo espiritual, em 1950, bem como no centenário, no ano 2000, optando ele por permanecer vinculado ao Planeta Terra, amando os seus habitantes e aqui permanecendo enquanto o sofrimento ainda grassar.

16 de Outubro – Para desenvolver o tema O Ser Humano perante Si Mesmo, apresentou-se o casal psicoterapeuta Íris e Cláudio Sinoti.

Na parte da noite, antecedendo a fala de Divaldo Franco, em continuidade ao tema, apresentaram-se ao piano Eliseo e Guilherme Filipe Baldovino, de Foz do Iguaçu e o barítono Maurício Virgens.

Aplicando a técnica do riso, Divaldo levou o público a muitos momentos de legítima descontração. Sempre jovial e alegre, contagiando os presentes, apresentou as sete estratégias para entrar no mundo sutil:

 

1º Dia: seja generoso;

2º Dia: dê e receba amor;

3º Dia: abra a mão;

4º Dia: encontre a sua fonte de realização;

5º Dia: ative o seu poder de cura;

6º Dia: eleve as suas expectativas;

e 7º Dia: deixe rolar.

 

Finalizando a magistral exposição, Divaldo recitou o Poema da Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues, e o público, em gratidão, aplaudiu-o generosamente.

17 de outubro – Na radiante manhã, o Encontro Fraterno com Divaldo Franco  teve continuidade com o tema: O Ser Humano e a Natureza. O momento artístico esteve sob a responsabilidade de Diego Carneiro Oliveira e  Maurício Virgens.

O trabalho desenvolvido por Divaldo foi dedicado a Francisco de Assis, Benfeitor da Humanidade. A homenagem visou destacar tudo o que Francisco de Assis representa para os cristãos, o seu trabalho em favor das criaturas de Deus, da natureza, a Jesus e a Deus, bem como pela sua expressão maior, o amor.

A sequência do tema ficou a cargo dos psicólogos Marlon Reikdal e Cristiane Beira. Marlon discorreu sobre o cultivo das emoções, particularmente sobre a projeção como impedimento para o amor ao próximo.

Cristiane Beira reforçou a máxima de Jesus de se amar a Deus e ao próximo, tanto quanto se possa amar. A proposta é deixar o ranço do passado, das próprias iniquidades, e assumir a realidade do que realmente se é.

Em noite agradabilíssima, e estando todos reunidos no Salão de Eventos Garcia D’Ávila, Giovana e Priscila Beira, acompanhadas pelo pianista Mateus, interpretaram belas melodias. Foram momentos de puro encantamento.

Divaldo, inspirado como sempre, apresentou uma perfeita descrição física e social de Francisco de Assis.

Com sua magistral interpretação e riquíssimos comentários, declamou o poema, Cântico das Criaturas, de Francisco de Assis:

 

Altíssimo e Onipotente Bom Senhor

Teus são os louvores, a glória, a honra e toda a bênção.

A Ti somente, Altíssimo, eles convêm

E nenhum homem é digno de Te imitar.

 

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas

Especialmente o senhor irmão Sol

O qual faz o dia e por ele alumia.

E ele é belo, radiante, com grande esplendor de Ti.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua

Pelas estrelas que no céu formaste-as claras, preciosas e belas.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento

Pelo ar, pela nuvem, pelo sereno e todo tempo

Pelo qual dás às Tuas criaturas o sustento.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água

A qual nos é muito útil, úmida, preciosa e casta.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo

Pelo qual iluminas a noite, ele é belo robusto e forte.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra

A qual nos sustenta, governa e produz diversos frutos, flores coloridas e ervas.

 

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal

Da qual nenhum vivente pode escapar.

 

Bendito aquele que se encontra na Tua Santíssima Vontade

Ao qual a morte não fará mal.

 

Louvai e bendizei o meu Senhor

Agradecei e servi com grande humildade.

 

Dia 18 de outubro – Após excelente momento artístico com Maurício Virgens e Guilherme Baldovino,  todos se prepararam para o final do Encontro, que foi de muita harmonia, sensibilidade, um ágape espiritual.

O Encontro Fraterno teve mais de quarenta e nove mil acessos pela internet, divididos por dez países. Oitocentos e dez participantes representaram os Estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Estavam representados, também, os países: Angola, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos da América, Inglaterra, Singapura, Suíça e Uruguai.

Jonas Pinheiro, de São Paulo, homenageou Divaldo Franco e, simbolicamente, ao Tio Nilson – Nilson de Souza Pereira -, pela realização da 1ª edição do Movimento Você e a Paz em São Paulo, Capital, neste ano de 2015.

Divaldo agradeceu aos colaboradores: Tânia Moreira, Maurício Virgens, Henrique e Guilherme Baldovino, a família Beira e Mateus que, com suas performances, prepararam o ambiente através de interpretações musicais de alto nível.

Como propusera, no primeiro dia, que cada participante fizesse uma pergunta para Deus, e que as respostas estariam disponíveis no final do Encontro, foram selecionadas, aleatoriamente, algumas dessas, que foram comentadas por Marlon Reikdal, Íris e Cláudio Sinoti, sob a coordenação do anfitrião.

Todos, na entrada do salão, receberam um envelope onde se encontrava a resposta de Deus, nas palavras de Joanna de Ângelis, retiradas de suas diversas obras e de outros autores.

Encerrando, foi feita homenagem aos voluntários que, no palco, foram brindados com belas canções.

O Encontro Fraterno se revestiu de muitas bênçãos. Cada participante atento pôde usufruir de energias benfazejas, renovando-se para novos cometimentos. A fraternidade, sempre presente, oportunizou diálogos, novas amizades, encontros e reencontros.

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