Jornal Mundo Espírita

Abril de 2020 Número 1629 Ano 88

Encontro com Divaldo Franco – Salvador – BA

outubro/2010 - Por Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno, evento que acontece anualmente em Salvador-BA com Divaldo Franco, realizou-se de 04 a 07 de setembro.

Nesse período foi lançado o livro Transição Planetária, do Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

Atividades realizadas no domingo, dia 5.

Módulo: Necessidade da Autoiluminação

A prece foi proferida pelo Vice-Presidente da Federação Espírita de Portugal, Vitor Moura Feria.

Apresentado, inicialmente, o vídeo narrando a construção da Casa de Parto Marieta de Souza Pereira, que comoveu a atenta plateia, diante de mais essa magnífica obra da Mansão do Caminho.

Na linda manhã de domingo, Divaldo Franco abriu o tema com entusiasmo e bondade, dizendo que sempre esperamos que o próximo se ilumine e não nos preocupamos com nossa realidade interior.

Ressaltou o poder da mente na saúde física, especialmente o exercício do perdão, que deve ser dado com consciência e sinceridade.

Rememorou que Jesus, aquele sonhador de Nazaré, trouxe a receita da felicidade advertindo, para os tempos vindouros, sobre a imprescindível necessidade de descobrirmos que o Reino dos Céus está dentro de cada ser humano; que essa busca do Reino nos está preparando para a Grande Transição.

Narrou, em seguida, a vida de Léon Tolstoi, o célebre escritor russo, (09/09/1828 – 20/11/1910). Entre suas obras destacam-se Ana Karenina e Guerra e Paz. Tolstoi, a exemplo de S. João da Cruz, teve a sua noite escura da alma, da qual saiu renovado, dedicando-se então a promover o Bem.

Após o término da parte expositiva, uma surpresa aguardava o grande público, pois cada um dos participantes recebeu, na entrada, um envelope que, ao ser aberto, continha um pequeno pacote de sementes, que deveriam ser plantadas, conforme explicou Divaldo, tendo ele próprio se dirigido a um recanto do imenso e belo jardim e plantado um coqueiro, sob os aplausos dos que o acompanharam.

 

Módulo: Libertação do sofrimento

Divaldo se fez presente antes do início das atividades, atendendo ao público, concedendo autógrafos e se dispondo, com jovialidade e carinho, às incontáveis fotos.

Todos os que se aproximavam recebiam uma palavra atenciosa, saindo dali com os corações jubilosos.

A noite de domingo se iniciou com a parte artística, com números que propiciaram vibrações de paz e harmonia.

A prece foi proferida por Francisco Ferraz Batista, Presidente da Federação Espírita do Paraná, que representou a família espírita paranaense.

Com a palavra, Divaldo afirmou, com sua conhecida sabedoria, que todos os seres estão sujeitos ao sofrimento. Em sua explanação, ressaltou que Deus vê a verdade, razão pela qual nem sempre responde aos nossos anseios como imaginamos merecer.

As pessoas se perguntam: Por que os bons sofrem? Esses questionamentos ocorreram ao jovem Sidarta Gautama, que seria, mais tarde, chamado Buda, o Iluminado, quando se conscientizou da realidade da vida, o que o levou, após prolongada meditação, a estabelecer as  quatro Nobres Verdades e mais tarde os Oito Passos indispensáveis para a iluminação.

Divaldo enfatizou que é imprescindível a coragem para a realização da viagem interior, a fim de identificarmos nosso lado sombra; que, toda vez que o self se comporta com amor e solidariedade, o ego recua.

Mencionou o expressivo trabalho de Mira y Lopes, que assinalou os quatro gigantes da alma: o medo, a ira, o ódio e o amor.

Discorrendo sobre o amor, com beleza e profundidade, Divaldo falou sobre a necessidade da educação da criança, lembrando que a partir do quarto mês de gestação o feto ouve tudo o que se passa à sua volta. Daí a importância da afetividade para que os resultados sejam benéficos para o Espírito que retorna à vida física.

Encerrando, deixou, para reflexão de cada um, a imperiosa necessidade do autoencontro, por ser este a definição do que nós somos. No autoencontro conquistaremos a autoiluminação, que levará à consciência cósmica, nessa Grande Transição.

Assine a versão impressa
Leia também