Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2019 Número 1614 Ano 86

Em nós

setembro/2012

Paciência incessante em todas as dores e em todas as circunstâncias, a fim de que venhamos a transpor as circunstâncias, a fim de que venhamos a transpor com segurança as dificuldades que vigem por fora, mas também cultivar paciência conosco, para construirmos a nobilitação que nos é necessária. Com isso, não queremos dizer que devamos acalentar as nossas fraquezas ou aplaudir as próprias faltas, mas sim que não nos cabe interromper a edificação, no mundo íntimo, quando surjam falhas em nós, no serviço do bem que nos toca a fazer.

Frequentemente, fugimos envergonhados, desertando das tarefas de elevação, martelando confissões, qual se pregássemos esponjas de farpas no coração, para que nos firamos a toda hora.

E repetimos a cada instante:

– Verifiquei que não presto…

– Tentei melhorar-me e não pude…

– Não me peçam voltar ao serviço, que não sou santo…

– Larguei a oração porque tenho lama no pensamento…

– Sou um poço de vermes…

– Não quero perturbar os outros com meus defeitos…

– Sou um monte de erros…

Há quem recorra ao rifão popular: “pau que nasce torto tem a sombra torta”, esquecendo-se de que existem milhares de troncos, tortos na configuração externa, guardando seiva robusta e sadia, na produção dos frutos com que alimentam as criaturas.

Cair é acidente próprio dos que caminham.

Refocilar-se no chão é próprio dos que se animalizam.

Aprendamos a emendar, corrigir, restaurar, refazer…

Nos derradeiros ensinamentos, Jesus não se esqueceu de induzir-nos à calma, recomendando aos seguidores: “na paciência, possuireis as vossas almas.”

Isso realmente significa que precisamos de paciência, não só para angariar a simpatia e a colaboração das almas alheias, mas para educar também as nossas.

 Emmanuel
(Caminho Espírita, Chico Xavier/Espíritos Diversos
– cap. 67, ed. IDE)

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