Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2020 Número 1634 Ano 88

Eles estão vivos!

novembro/2019 - Por Cezar Braga Said

Jo, 10:10

Ante a dor que a saudade traz apertando-nos o peito e levando-nos às lágrimas, recordemos, não com tristeza e pesar, mas com carinho e ternura, aqueles que partiram para a outra dimensão.

Relembremos os momentos felizes em que juntos rimos e abraçamo-nos conversando sobre assuntos sérios e coisas pueris.

Tributemos a eles o mérito que possuem, enaltecendo os feitos e conquistas, as lutas que travaram e as vitórias heroicas que tiveram.

Fiquemos com a melhor parte do que fizeram e com as marcas positivas que deixaram em nosso coração.

Eles estão vivos num outro plano e recebem pelo pensamento tudo quanto pensamos e falamos acerca deles.

Nesse dia consagrado aos afetos que partiram, elevemos uma prece a Deus em memória deles, pedindo ao Criador que possam estar amparados e serenos, em harmonia e em paz, a fim de seguirem vivendo e progredindo no novo lar para onde se transladaram.

Não transformemos a saudade, fruto da ausência, em sofrimento apenas, mas em alavanca evolutiva para crescermos e amarmos, preparando-nos para um dia reencontrá-los na grande luz.

Confortemos os que não tenham a mesma fé nem a mesma crença que a nossa, mas respeitemos o modo como lidam e entendem o fenômeno da morte.

Morte não é uma jornada no escuro para um abismo sem fim, mas uma porta que se abre para novos e amplos horizontes, convidando-nos ao encontro com as nossas próprias obras em exame profundo de consciência.

Morte é vida e transformação, simplesmente porque por toda a parte nada se perde e nada se cria.

Que nos animemos com a certeza desse reencontro no país da Imortalidade sem fim, uma das muitas moradas da Casa do Pai a que se referiu o Mestre e Amigo, Jesus.

Façamos da nossa vida uma coleção de boas ações direcionando aos que partiram a nossa gratidão pelo muito que nos deram e ensinaram.

E amanhã, quando um novo abraço neles nos seja possível, estaremos repletos de alegria, paz e contentamento.

Eles vivem!

A morte é uma vírgula, muitas vezes um ponto de exclamação, um travessão, uma reticência ou dois pontos, nunca, jamais, um ponto final.

Assine a versão impressa
Leia também