Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2021 Número 1647 Ano 89
Genialidade e mediunidade Envie para um amigo Imprimir

Edgar Allan Poe

junho/2020

Ele foi poeta, escritor, crítico literário e editor norte-americano. Autor do famoso poema O Corvo. Escreveu contos sobre mistério, inaugurando um novo gênero e estilo na literatura.

Tinha inclinação para a bebida, que ele dizia ser resultado direto de sua sensibilidade. Sentia-se como que forçado a beber. Indagamo-nos: seria uma tendência que trazia do passado, aliada, quem sabe, a amigos espirituais do passado que o envolviam?

Reproduzia em seus contos e poemas, imagens que se lhe apresentavam, naquele intervalo que fica entre o sono e a vigília. Para os que estudamos Doutrina Espírita, se nos caracteriza uma espécie de transe que ele assim descreve:

As imagens não são ideias nascidas em meu cérebro. Não são sonhos. Erguem-se da alma, da sua mais profunda tranquilidade. Não surgem nos estados de vigília; não me ocorrem durante o sono.

Tomam forma naqueles pontos precisos em que o mundo de vigília se mistura com o mundo do sono, no segundo exato em que o meu Espírito flutua entre os sonhos e a consciência, e quem poderia dizer se o ser humano está, naquele momento psíquico, acordado ou dormindo?

Essas palavras nos dizem que ele era portador de faculdade mediúnica. Ele se indagava se essa experiência de que privava seria comum a todos os homens ou se somente ele a possuía.

Muitas das suas produções são fruto de sua mediunidade, embora ele ignorasse que o fossem.

Após a morte da esposa, em 1847, agravou-se seu vício pelo álcool. Desencarnou jovem, aos 40 anos, em 1849.

Antes de morrer, disse:

Ó Deus! Tudo o que vemos ou julgamos ver

Não passa de um sonho dentro de um sonho?

Teria ele, naqueles momentos finais, reconhecido que a vida que estava para deixar, era apenas uma parte de uma única vida?

 

Referência:

1 SOARES, Sylvio Brito. Grandes vultos da Humanidade e o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 1975. cap. Edgar Allan Poe.

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