Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2020 Número 1637 Ano 88
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Ectoplasma

outubro/2020

Do grego ektos – externo e plasma – moldado ou formado. A palavra foi criada pelo pesquisador Charles Richet (1850 – 1935) em 1894, para designar a curiosa matéria esbranquiçada que parecia sair do corpo dos médiuns, produzindo a ectoplasmia (materialização de Espíritos).1

Em 1897, Gustave Geley, fundador do Instituto Metapsíquico Internacional, em um ensaio que organizou para seu próprio uso, posteriormente publicado, descreveu o ectoplasma como uma substância branca ou acinzentada, plástica, dotada de grande mobilidade, com que se produzem as materializações de entidades metapsíquicas.2

O Espírito André Luiz3 é bem detalhista, assinalando assemelhar-se a uma pasta flexível, à maneira de uma geleia viscosa e semilíquida, expelida pelo médium, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios naturais, particularmente pela boca, pelas narinas e pelos ouvidos, com elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente do tórax e das extremidades dos dedos.

(…) está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.

Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos (…).

É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparado a genuína massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica (…).

Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele.

 

Referências:

1 DOYLE, Arthur Conan. A história do Espiritualismo – De Swedenborg ao início do século XX.  Brasília: FEB, 2013. cap. 18.

2 GELEY, Gustave. Resumo da Doutrina Espírita. São Paulo: LAKE, 1975. pt. 4, cap. Vocabulário metapsíquico.

3 XAVIER, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1976. cap. 28.

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