Jornal Mundo Espírita

Abril de 2020 Número 1629 Ano 88

Drogas, holocausto social

Maio/2008

A sociedade humana, ao longo dos séculos, desenvolveu hábitos perniciosos que se tornaram cristalizados e difíceis de serem eliminados.

Na antigüidade, os povos tártaros, egípcios, gregos, astecas e romanos já conheciam os segredos da fabricação de alcoólicos. Na Babilônia, 5.000 anos a.C., a cerveja, que é uma bebida fermentada, era conhecida.

Em Roma, nas festas pagãs, no culto aos deuses, o vinho merecia lugar de destaque e era tomado desregradamente.

O tabaco, matéria-prima do popular cigarro, vem sendo usado há mais de 2.000 anos. Atualmente, é considerado uma droga psicoativa que causa dependência. A nicotina, uma de suas muitas substâncias prejudiciais ao organismo, rompe o equilíbrio neurotransmissor do cérebro ajudando na elevação do ritmo cardíaco e da pressão arterial.

No mundo moderno, a “toxicomania” virou símbolo de moda e morte. Há uma permissiv idade cada vez maior, quanto ao envenenamento do corpo com substância tóxicas, que a princípio produzem um estado agradável, mas que, com o uso contínuo, exigem o aumento gradativo das doses que acarretam progressivas perturbações físicas e morais.

As drogas legais ou ilegais são consumidas largamente numa proporção assustadora. Maconha, heroína, LSD, cocaína e crack são nomes conhecidos mundialmente. Estima-se em 1 trilhão de dólares o tráfico de entorpecentes, anualmente, no planeta.

A reversão do quadro caótico, em que mergulhou a sociedade, inicia-se com a educação, na qual, antes da liberdade, aparece a responsabilidade.

O conhecimento e a vivência moral são pontos primordiais para a vitória contra esse mal. Os elevados índices de homicídio, roubo, corrupção e suicídio indicam que a comunidade, quanto mais materialista e esquecida dos valores éticos e morais, tende a ser mais desequilibrada e com maior tendência a consumir drogas.

O espírita, conhecedor de que os excessos ocasionam processos terríveis de obsessão e que as conseqüências danosas comprometem importantes centros vitais, lutará para não cultivar esses vícios.

As drogas, entre outros graves problemas da humanidade, estão acionando o retorno da criatura aos tristes, violentos e escuros labirintos da animalidade.

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