Jornal Mundo Espírita

Junho de 2019 Número 1619 Ano 87

Doutrina Espírita em versos

Morrer

novembro/2008 - Por João de Deus

Não mais a dor intensa e desmedida

No momento angustioso de morrer,

Nem o pranto pungente por se ver

Um ser amado em horas da partida!…

 

A morte é um sono doce; basta crer

Na Paz do Céu, na Terra apetecida,

Para se achar o Amor, a Luz e a Vida,

Onde há trégua à tristeza e ao padecer.

 

Venturosa região do espaço Além,

Onde brilha a Verdade e onde o Bem

É o fanal reluzente que conduz;

 

Mansão de claridade e pulcritude,

Onde os bons, que adoraram a Virtude,

Gozam do afeto extremo de Jesus.

 

(“Parnaso de Além-Túmulo – Chico Xavier)

 

João de Deus nascido em S. Bartolomeu de Messines, Portugal, em 1830, e desencarnado em 1896, afirmou-se um dos maiores líricos da língua portuguesa. É tão bem conhecido no Brasil quanto em seu belo país. Nestas poesias palpita, de modo inconfundível, a suavidade e o ritmo da sua lira.

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