Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2018 Número 1611 Ano 86
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Divaldo Pereira Franco no Paraná

agosto/2017 - Por Paulo Salerno

Ele esteve mais uma vez em Foz do Iguaçu, em 28 de junho. Suas visitas a essa cidade completaram quarenta e nove anos. Recebido pelas lideranças espíritas, representadas pelo 2º vice-presidente da FEP, Luiz Henrique da Silva; Ricardo Antonio Xavier Segundo, presidente da URE anfitriã; Laudelino Risso, presidente da 10ª URE e Vânia Maria de Souza, membro do Conselho Federativo Estadual.

A empolgante conferência de Divaldo, para um público estimado em duas mil e quinhentas pessoas, que lotaram o auditório do Hotel Recanto Cataratas,  encerrou  a  XII Semana Espírita da URE Anfitriã, iniciada em 24 do mesmo mês.

Concluindo com o Poema da Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues, Divaldo foi demoradamente aplaudido de pé. Foi um gesto de gratidão, de carinho, de amor ao semeador do verbo, da esperança, tendo por Modelo o Mestre Nazareno.

Foto:Edizio Alencar Farias

Prosseguindo na jornada, no dia seguinte, 29, o orador baiano esteve no Clube Tuiuti, em Cascavel, onde foi homenageado pelo transcurso de seu 90º aniversário, transcorrido em maio.

A homenagem, conduzida por Laudelino Risso, constituiu no destaque de expressivos textos contidos na trilogia de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo: Amanhecer de uma Nova Era, Transição Planetária e Perturbações Espirituais.

As músicas nela citadas, pelo autor espiritual, foram interpretadas por Coral, sob a condução do Professor Jocimar, emocionando os mais de três mil presentes.

Cidadão Honorário de Cascavel, Divaldo visitou essa cidade, pela primeira vez, em 23 de julho de 1968.

Dinâmico, prático e lúcido, o orador prendeu a atenção ao narrar experiências, suas e de outros, destacando a imortalidade, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade das existências e a sublime presença de Deus na vida de Suas criaturas.

O público, jubiloso e acolhedor, lhe agradeceu com expressiva e demorada salva de palmas.

Foto: Jorge Moehlecke

Pato Branco, a 30 de junho, foi a próxima localidade a ser brindada com a presença nobre de Divaldo, acompanhado pela caravana de confrades de várias cidades e do Paraguai.

O Clube Pinheiros ficou lotado. Foram mais de duas mil e quinhentas pessoas que assistiram o Semeador discorrer a respeito de Jesus e de como Ele toca as almas sedentas de amor.

Sob o título Um show de sabedoria e humildade, escreveu o cronista local Eduardo Matysiak, no jornal Diário do Sudoeste: Dois telões transmitem um vídeo sobre a trajetória de Divaldo. Em seguida, Alan Archetti entrega uma placa em homenagem aos anos de trabalho de Divaldo na divulgação da Doutrina Espírita no Paraná.

Divaldo levanta-se e é ovacionado, Seguindo a cerimônia, o músico Marcelo Archetti canta algumas canções em homenagem ao tio Divaldo, como Marcelo, carinhosamente, o chama. Entre elas, uma de sua autoria “Do que vi ontem”.

Conter o choro foi uma prova difícil para o público. Por fim, a canção que levou as cerca de três mil pessoas às lágrimas: “Como é grande o meu amor por você “, de Roberto Carlos.

Aplausos em coro.

O cerimonial passa a palavra para o convidado especial. Sentado em uma cadeira, com uma almofada para apoiar a coluna, por recomendação médica, ele começa proferindo as palavras de boa noite e diz sentir uma imensa satisfação em estar ali naquele momento.

“Passei por alguns procedimentos e o médico disse para que eu ficasse em repouso absoluto. E aqui estou. Anteontem estávamos em Foz do Iguaçu, ontem em Cascavel e hoje em Pato Branco”, acrescentou, levando todos ao riso.

Divaldo agradeceu a honra de ser bem recebido, desde a primeira vez em que esteve em terras paranaenses, encontrando e reencontrando almas que lhe estão vinculadas, expressando que a maior dívida, segunda a escritora sueca Selma Lagerlöf (1858-1940), é a da gratidão, essa estrela que fulge na noite dos sentimentos.

Concluído o roteiro doutrinário no Paraná, o incansável divulgador da mensagem espírita foi em busca de outros solos. Onde? Não importa, pois que o semeador, semeia, semeia, semeia…

Jorge Moehlecke

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