Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88
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Divaldo Franco no Paraná

setembro/2011 - Por Paulo Salerno

Cascavel – 28 de agosto de 2011

A Federação Espírita do Paraná lançou, na data de 28 de agosto de 2011, a XIV Conferência Estadual Espírita a ser realizada no período de 16 a 18 de março de 2012, no Expotrade Pinhais, região metropolitana de Curitiba/PR. A XIV Conferência está programada para iniciar, no interior do Estado, no dia 12 de março e terá, portanto, o seu ápice nos dias 16, 17 e 18. O Tema da XIV Conferência Estadual Espírita será Transição Planetária e o Apocalipse.

O Clube Comercial de Cascavel foi palco para mais um evento que mobilizou os espíritas da região. Ficou superlotado. Os dirigentes da Federação Espírita do Paraná e dos órgãos espíritas regionais foram os anfitriões dedicados, fraternos e atentos. O Presidente Francisco Ferraz Batista, além de seu pronunciamento institucional, fez a apresentação do conferencista enaltecendo a figura ímpar, suas realizações e conquistas ao longo de sessenta e quatro anos de trabalho dedicado ao próximo, a Jesus e à Humanidade.

Divaldo Franco, o conferencista inigualável, discorreu sobre a paranormalidade humana. Apresentando dados da História da Humanidade, destacou o pensamento de Marco Túlio Cícero, filósofo, orador e escritor romano que afirmava:

A História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade. Inúmeros casos de paranormalidade acontecidos e registrados pela História, tais como os acontecidos com Apolônio de Tiana, Papa Pio V, Emanuel Swedenborg, Cardeal Eugênio Pacelli, entre outros, foram expostos como exemplos de mediunidade e de comunicabilidade dos Espíritos.

O cotidiano da Humanidade é pontilhado de intercâmbio entre os que se encontram na vestimenta física e aqueles outros que habitam a dimensão espiritual. A História da Humanidade é uma saga de natureza paranormal. A morte nada mais é do que a ponte que leva de volta ao lar de origem, afirmou o nobre conferencista. O notável codificador da Doutrina Espírita Allan Kardec, através de suas obras, notadamente em O Livro dos Espíritos, comprovou a imortalidade e a comunicabilidade da alma, revelando que a morte é um passaporte para a vida. Divaldo Franco, o Arauto do Evangelho e da Paz, destacou que a morte é uma experiência de natureza energética em que o soma, a energia condensada, desagrega-se para libertar a psique, a energia pensante, a energia inteligente.

Apresentou os fundamentos de O Livro dos Médiuns, publicado em 15 de janeiro de 1861, cujo sesquicentenário de lançamento o movimento espírita comemora este ano, como a mais notável obra sobre a paranormalidade humana. É o mais extraordinário compêndio a respeito da vida e das comunicações entre a dimensão espiritual e a física.

Discorreu sobe a mediunidade, sua natureza e fundamentos, destacando o conceito exarado por Allan Kardec de que o bom médium não é aquele que recebe os Espíritos elevados, mas é aquele que tem facilidade de comunicar-se com Espíritos.

Sobre as obsessões, frisou Divaldo que Allan Kardec, após descrevê-las, apresentou as psicoterapias preventivas e curadoras. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há cerca de 250 milhões de depressivos na face da Terra. Sublinhou o Professor Divaldo, que na raiz desses processos está presente o componente espiritual atuando sobre o indivíduo.

Referindo-se ao amor, o Embaixador da Paz afirmou que se os vinte e sete livros do Novo Testamento fossem reduzidos a duas frases teríamos a filosofia psicológica mais otimista da Humanidade. Estas frases psicoterapêuticas, contendo os ensinos de Jesus são: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo; e a segunda: Não fazer a outrem o que não desejar que outrem lhe faça.

Encerrada a conferência, Divaldo, além dos aplausos vibrantes que lhe foram endereçados, foi homenageado pelos espíritas cascavelenses que lhe ofertaram uma placa de acrílico em agradecimento e reconhecimento pelo inestimável trabalho apresentado desde o ano de 1968, quando esteve pela primeira vez em Cascavel trazendo a mensagem de Jesus.

Os meios de comunicação social de Cascavel e região realizaram diversas entrevistas com o extraordinário médium e conferencista Divaldo Franco.

Foz do Iguaçu – 29 de agosto de 2011

O movimento espírita da região de Foz de Iguaçu, do Paraguai e de regiões próximas, presentes no Centro de Convenções do Hotel Foz de Iguaçu, lotadíssimo, recebeu carinhosamente Divaldo Pereira Franco na noite do dia 29 de agosto de 2011. Além das lideranças espíritas locais, que se esmeraram no preparo do ambiente e no bem receber os participantes, destacamos as presenças do Presidente e do 1º Vice-Presidente da Federação Espírita do Paraná – FEP –, respectivamente, Francisco Ferraz Batista, – acompanhado de sua esposa Eleonor Batista – e Luiz Henrique da Silva, engalanaram o evento com o entusiasmo e a afabilidade características que lhes são peculiares.

Reconhecendo os relevantes serviços prestados ao movimento espírita de Foz do Iguaçu desde o ano de 1960, Divaldo Franco foi homenageado. Materializando o reconhecimento, foi-lhe dada uma placa de acrílico em agradecimento. O portador da homenagem foi o Sr. Antonio Savaris, representando os pioneiros do movimento espírita iguaçuense.

O Embaixador da Paz Divaldo Franco, com eloquência, apresentou a proposta do notável psiquiatra e neurologista suíço Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica, de que a criatura humana não pode sobreviver se a sua vida não tiver um sentido. Ao enunciar esse pensamento, Jung completava a afirmativa de Viktor Frankl, o criador da Logoterapia, que afirmava que a vida deve ter um sentido existencial, ter por meta o serviço.

Em mais de sete mil anos de desenvolvimento e apesar dos avanços tecnológicos alcançados, o homem não logrou encontrar a sua iluminação íntima, não se sente em paz, apresentando-se, em determinadas ocasiões, belicoso, agressivo, violento, aturdido. Não foi, ainda, capaz de viajar à intimidade de seus sentimentos, conhecendo-se em profundidade, afirmou o conferencista.

Face à condição de aturdimento em que se encontram as criaturas, os pensadores e estudiosos do comportamento humano identificaram três fatores causais: A solidão, a ansiedade e o medo. Evitando a solidão, deve, a criatura, tornar-se solidária. A ansiedade, natural em a criatura humana, torna-se perniciosa quando perturba o comportamento, caracterizando uma patologia. O medo experimentado pela sociedade atual gera conflitos fazendo com que o homem se feche para o outro, inclusive desenvolvendo o medo de amar, conforme asseverou o teólogo e psicólogo americano Rollo May. Quando o homem resolver amar, disse Divaldo, o medo, a solidão e a ansiedade cederão espaço para que a criatura frua a alegria de viver.

A Terra é a escola onde se deve desenvolver os valores ético-morais. O ser humano é uma criatura lucigênea, não está na Terra para sofrer, mas para processar valores, transformar cardos em parreiras floridas, espinhos em flores perfumadas, charcos em terras produtivas, lecionou o nobre professor de Feira de Santana/BA.

A lei de causa e efeito, os fatores internos, externos e extrafísicos que o ser humano experimenta, e as obsessões foram analisados, à luz da Doutrina Espírita. O arauto da paz e do amor salientou a contribuição de Allan Kardec para a Humanidade, os exemplos que Jesus ofereceu ao homem, como fontes de inspiração para o autoaperfeiçoamento. Destacou que o exercício do amor é fundamental, pois que modificando a estrutura da odiosidade para a de fraternidade, de compreensão, o indivíduo vai se transformando em alguém que possua a alegria de viver.

O Espiritismo, afirmou Divaldo, vem hoje repetir as atividades de Jesus nas curas das enfermidades da alma, das obsessões, da depressão, da síndrome do pânico, mas principalmente da saúde moral.

Divaldo homenageou Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, cujo natalício ocorreu em 29 de agosto de 1831, contando um fato ocorrido na antiga sede da Federação Espírita Brasileira, quando, nas escadas encontrou um homem em estado de desespero, a ponto de cometer suicídio.

O homem suplicou-lhe ajuda, pois estava desempregado e sua família encontrava-se doente e com fome. Dr. Bezerra examina-se e não encontrou uma única moeda para alcançar ao desvalido. Resolveu, então, abraçá-lo. Era a única forma de que dispunha o médico dos pobres para auxiliar o interlocutor. Recomendou que ao chegar em casa abraçasse sua mulher, seus filhos, e rogasse a Maria Santíssima a ajuda necessária. Uma semana depois, na mesma escada, reencontrou aquele jovem homem, agora radioso, que lhe dizia estar ali para devolver o abraço em nome da gratidão, pois havia equacionado suas dificuldades. Ganhou o alimento necessário e logo depois conseguiu um emprego.

Este apóstolo de Jesus realizou as mais notáveis terapêuticas desobsessivas, curadoras, iluminativas. Frisou Divaldo que esta tarefa não é privilégio dos Espíritos Benfeitores, pois que o homem está na Terra para desincumbir-se desse dever de amar e de servir. Sugeriu que se inicie o trabalho iluminativo pela autocura, pelo trabalho de autoiluminação.

O encontro dos espíritas da região da Tríplice Fronteira foi coroado de pleno êxito, um ágape inigualável. Constituiu-se em uma verdadeira receita para a criatura desenvolver a alegria de viver. Compreendendo as judiciosas orientações do semeador de estrelas, o público, que se manteve atento e participativo, aplaudiu-o de pé, retribuindo-lhe, em gratidão, os momentos de enlevo, consolo e saber.

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