Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Distúrbios espirituais

dezembro/2015

Entre os vários problemas causados através de perturbações espirituais, destaca-se a depressão. Existem fatores endógenos e exógenos que respondem pela ocorrência. Nada obstante, sendo o ser humano um Espírito imortal, através das múltiplas existências – reencarnações –, adquire experiências dignificadoras que o promovem, assim como outras infelizes que lhe retardam a marcha do progresso.

Qual ocorre hoje com a grande maioria de indivíduos que não se preocupam com a própria espiritualidade, considerando a atitude reflexiva e moral como algo do pretérito de ignorância, ultrapassado pelas neurociências e pela tecnologia, permitindo-se leviandades graves e crimes, alguns hediondos, acreditam que, pelo fato de permanecerem ocultos, tombam no aniquilamento. Nada, porém, se aniquila no Universo. Tudo se transforma e altera, desde o átomo primitivo até o arcanjo.

O bem e o mal que praticamos transformam-se em bênção ou desdita para nós mesmos. Desse modo, ninguém foge à responsabilidade, especialmente aquela que diz respeito aos atos indignos. Os Espíritos que nos foram vítimas no passado como no presente, e não nos conseguiram perdoar, perturbam-nos com a sua mente dominada pelo ódio, inspirando-nos pensamentos tormentosos, interferindo em nossa conduta moral e mental, empurrando-nos para a melancolia ou a violência, por fim, para a depressão, o suicídio… É muito mais expressivo o número de depressivos por obsessão do que se pode imaginar.

E o que se pode fazer? O Evangelho de Jesus dá-nos a receita preventiva e a curadora: pensamentos elevados, oração, conduta fraterna e digna, ação da caridade, paciência e resignação dinâmica, transformação moral para melhor. O espiritismo propicia àqueles que o buscam a mais eficiente psicoterapia, que é a da mudança de comportamento moral saudável, ao lado dos passes, da água fluidificada e da desobsessão – a educação do perseguidor. Simultaneamente à assistência médica especializada.

Divaldo Pereira Franco.
Artigo publicado no jornal A Tarde,
coluna Opinião, em  19.11.2015.

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