Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Sugestão de Leitura Envie para um amigo Imprimir

Devassando o invisível

junho/2009

Entre os benfeitores que orientaram a obra estão: Charles, Bezerra de Menezes, Léon Denis, Inácio Bittencourt e Léon Tolstoi.

Seus primordiais objetivos são os de chamar a atenção para fatos relacionados ao Mundo Espiritual e ações positivas ou negativas de agentes desencarnados, que operam invisíveis aos nossos olhos.

Dentre os aspectos interessantes e orientadores de nossa formação doutrinária, encontramos revelações que nos despertam para os cuidados que devemos te ao longo de nossas existências. “Nas Regiões Inferiores”, “Mistificadores – Obsessões””, “Sutilezas da Mediunidade” dão-nos uma dimensão preocupante, se não exercitarmos o “vigiai e orai”, aliado ao estudo metódico e aprofundado da Doutrina Espírita.

Com base no capítulo XIV, de “A Gênese”, descreve-nos “Como se trajam os Espíritos”, com a sustentação de “O Livro dos Médiuns”, capítulo VIII, “Do Laboratório do Mundo Invisível”.

Exalta a presença de Joana d’Arc no tumultuado período inquisitorial.

Submetida a interrogatório a donzela de Órleans, como registra a história, mostrou a grandeza de seu gênio. Perguntaram: “São Miguel te desnudo?”

Confundiu o perverso carrasco, respondendo com sua fé inquebrantável: “Pensas que Deus não tem com que vesti-lo?”

Quando trata de “Frederico Chopin, na Espiritualidade”, ele, que foi um dos mais notáveis músicos de todos os tempos na Terra, faz a surpreendente revelação que pretende reencarnar no Brasil, após o ano 2.000 em diante, para compor com a radiosa falange de entidades ligadas à Arte para sublimá-la e que a “dita falange será como que capitaneada por Victor Hugo, Espírito experiente e orientador (a quem se acha ligado por afinidades espirituais seculares) capaz de executar missões dessa natureza”.

Desdobrada e levada às regiões inferiores, Yvonne se surpreende com os quadros lastimáveis que lhe são dados a contemplar. Ambientes perversos, planos pavorosos de vingança, agressões impensáveis, ações criminosas contra seres encarnados, minuciosamente planejados, são ali desenvolvidos.

Apavorada com o que via, exclamou: “Mas… como poderão persistir em tal procedimento contra os homens?”

É imediatamente socorrida pelo elevado mensageiro presente:

“-Minha querida irmã! – explicou veemente –, será a sociedade deixar um órfão, ou um filho de pais miseráveis ou delinquentes, criar-se ao abandono, pelas ruas… E a sociedade o faz, agora, e o fez com estes mesmos que estás vendo aqui… Monstruosidade será também omitir providência humanitária para que o jovem abandonado, ou o pobre, se instrua, eduque e habilite de  modo a furtar-se à humilhação da ignorância, prendando-se na escola do dever e da honestidade…

No entanto, estes que aqui vemos foram banidos pela sociedade, que lhes não facilitou escola, nem educação, nem exemplos bons, senão a dureza de coração com que os tratou… Não se instruíram porque não tiveram meios de remunerar os professores, e as escolas públicas nem sempre são acessíveis aos deserdados, como estes foram… Não puderam educar-se porque o lar é que modela os caracteres, e eles, desde a infância, viveram perambulando pelas ruas…Tal como os vemos, são ainda frutos da sociedade… Sua impiedade foi libada na impiedade que receberam… Tornaram-se criminosos inveterados, na Terra e no Além, porque foram vítimas do crime do egoísmo da sociedade… Portanto, pertencem à sociedade terrena, esta é afim com eles e eles vivem nos ambientes que lhes convém…”

Autoria Espiritual: Benfeitores diversos
Médium: Yvonne A. Pereira
Editora: Departamento Editorial da FEB

Assine a versão impressa
Leia também