Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Desencarnação de Enrique Eliseo Baldovino

março/2019 - Por Maria Helena Marcon

Ele nos encantou com a execução de belíssimas peças musicais ao piano. Ilustrou-nos com detalhes dos compositores e curiosidades a respeito de tantas melodias. Era um apaixonado pela sua arte, professor de piano e teclado, com mestrado em piano clássico.

Também nos manteve atentos, em variadas ocasiões, com seu sotaque especial, ao discorrer a respeito da Doutrina Espírita, descendo a pormenores em torno da figura do Codificador, da Revista Espírita.

Belas tardes, belas noites. Ensinamentos jamais esquecidos.

É assim que nos lembraremos de Enrique Eliseo Baldovino, nascido em 26 de outubro de 1967, em Avellaneda, província de Buenos Aires, Argentina.

Lembrar-nos-emos de sua forma toda especial de ficar atento a palestras, conferências, fosse de um extraordinário conferencista ou de um companheiro de atividades espíritas.

Larga foi sua folha de serviço, no Centro Espírita Allan Kardec, em Santa Terezinha do Itaipu; na 13ª União Regional Espírita, em Foz do Iguaçu, no cenário estadual, nacional e internacional.

Articulista, ofertou seus escritos a revistas e jornais, como Jornal Mundo Espírita (FEP), Revista Reformador (FEB), Revista Presença Espírita (LEAL), Revista Internacional de Espiritismo (O Clarim), The Spiritist Magazine, La Idea, La Revue Spirite.

Tradutor de obras espíritas do francês para o espanhol e do português para o castelhano, foi também revisor de livros nas línguas espanhola, portuguesa e francesa.

Sim, muitas tarefas. Mas, nós o lembraremos amigo, presente nas Inter-Regionais, nas Conferências, nos Congressos.

Nós o lembraremos gentil, na sua forma especial de manifestar sua atenção, seu afeto.

Nós o lembraremos herói, enfrentando a enfermidade que o abraçou ferozmente, durante mais de três anos.

Por tudo isso, não nos surpreendemos quando nosso Raul Teixeira, sabedor da sua desencarnação, em 13 de fevereiro, escreveu: Camilo [Espírito] me falou que muitos companheiros  do Paraná, chefiados por Napoleão [Araujo], foram lhe trazer as boas-vindas ao Plano Espiritual.  Muitos Espíritos do bem nesses mesmos intentos.

Então, Enrique, até breve, quando deveremos nos reencontrar na Espiritualidade, nas asas do sonho, em momentos de intuição generosa, quando Deus o permita.

Seja feliz! Os que aqui permanecemos, junto à esposa e filhos o haveremos de levar nas nossas mais suaves recordações.

Foto: Acervo FEP

Assine a versão impressa
Leia também