Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87

Dê brinquedos educativos aos seus filhos

dezembro/2008

Com a chegada do Natal, retorna a euforia dos presentes e em especial a dos brinquedos para os nossos filhos.

Os festejos de Natal, secularmente estratificados na alma humana, nos fazem lembrar a passagem física de Jesus pelo planeta e costumam envolver até mesmo a família espírita nos seus enganos. Daí, torna-se muito comum crianças espíritas, filhas de pais espíritas, nessa época, serem surpreendidas nos quintais de suas casas, em bandos alegres, a brincar de “mocinhos” e “bandidos”, portando perfeitas cópias de pistolas, metralhadoras, espadas, cassetetes, etc. e, à noite, na tradicional ceia, assistirem comovidas preces de adultos que evocam as graças do Evangelho, em súplica de paz, e pedem fraternidade para os homens.

É notória a carga de agressividade que os nossos filhos trazem ao reencarnar, como são visíveis, também, as más tendências e os hábitos inferiores de que são portadores.

Sabemos que os brinquedos atuam como agentes indutores de despertamento de valores no plano da memória inconsciente, da mesma forma que os nossos comportamentos exercem profunda influência no psiquismo dos petizes.

A psicologia infantil, dando apoio às afirmações doutrinárias do Espiritismo, mostra a necessidade de uma mudança radical no costume de se dar presentes e sugere a adoção de brinquedos pedagógicos que, por meio das formas, possibilitam a estruturação de uma personalidade voltada para o Bem e para o progresso social.

Senão, vejamos: o brinquedo-tanque faz a criança vibrar em clima de guerra, o brinquedo-trator a felicita com a ideia de produção de alimentos. O brinquedo-metralhadora é o símbolo de morte, o brinquedo-instrumento cirúrgico a ajudará a valorizar a vida. O brinquedo-cassetete gera o impulso da violência, o brinquedo-ambulância a impelirá para as noções de solidariedade. O brinquedo-baralho a induz ao vício, e o brinquedo-letras/números excitará sua inteligência.

Não é de bom senso educar em clima de contradição entre o “falar” e o “fazer”.

Quando Jesus determinou: “Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais, porque delas é o reino dos céus”, pretendeu mostrar que, se nelas estão insculpidos caracteres e caminhos da vida superior, não nos cabe, por invigilância, distrair-lhes as mentes com falsas alegrias, sufocando os nobres apelos da consciência, colocando sob seus pés espirituais o terreno movediço da perturbação.

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