Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2020 Número 1633 Ano 88

Datas significativas

abril/2015

Anotando os 83 anos deste jornal, que se completam neste mês de abril, lembramos que a sua fundação se deu por iniciativa de Henrique Andrade, na cidade do Rio de Janeiro, motivado pelo interesse em oferecer ao público um veículo de informação do Movimento Espírita brasileiro, bem como a divulgação doutrinária.

Posteriormente, suas raízes foram transplantadas para o Paraná, trazidas por Arthur Lins de Vasconcellos, passando a ser órgão noticioso da Federação Espírita do Paraná e também importante meio de difusão da Doutrina Espírita.

Observamos que o entusiasmo renovador de ambos personagens centrais da saga deste periódico, assim como de todos aqueles que, ao longo de sua história, contribuíram, e contribuem, com a sua circulação regular, ocorreu, de maneira comum, pelo amor que sentiam e sentem pela causa espírita, que, por sua vez, nasceu para a Humanidade há 158 anos, pelas mãos organizadoras de Allan Kardec, em Paris, França, mais especificamente no dia 18 de abril de 1857, com o lançamento do livro basilar de todo o corpo doutrinário do Espiritismo: O livro dos Espíritos.

Allan Kardec, conforme anotações do Espírito Vianna de Carvalho, recebidas mediunicamente por Divaldo Franco, encontradas no livro denominado Reflexões Espíritas, capítulo 3, abriu as portas para a investigação paranormal, pioneiro que permanece insuperado, pedagogo e psicólogo exemplar, equilibrado em todas as colocações apresentadas, que fazem de O livro dos Espíritos, por ele escrito com a cooperação dos Mentores da Humanidade, uma Obra ímpar, que desafia o segundo século de publicação sem sofrer qualquer fissura no seu conteúdo, num período em que todo o conhecimento sofreu contestação e alterou a face cultural da Terra.

O livro dos Espíritos, desse modo, não é apenas a pedra angular sobre a qual se ergue a Doutrina Espírita, mas, também, é o tratado de robusta estrutura para orientar a Economia, a Sociologia, a Psicologia, a Embriologia, a Ética, então desvairadas, elucidando a Antropologia, a Biologia, a Fé, cujos fundamentos necessitavam da pré-existência e sobrevivência do ser inteligente, que o Espiritismo comprovou e tornou acessível a todo examinador consciente e responsável.

Por ocasião do transcurso dessa data magna para o Movimento Espírita, que deve estar sendo festiva nos corações dos homens e mulheres de boa vontade, já vinculados às luzes desses conhecimentos sublimes, repetimos o convite ao espírita e aos demais interessados na mensagem espírita, que se debrucem um tanto mais no estudo metodizado, sistemático, frequente e rotineiro dessa Doutrina Nova, a fim de que bem compreendam seus princípios e suas máximas, reconhecendo desde agora que o Espiritismo chegou para iluminar as consciências humanas, propondo uma revolução do amor nos corações, estabelecendo comportamentos de felicidade, quando a esperança já havia abandonado as vidas.

Ninguém se poupe ao esforço da melhoria íntima, por profunda transformação moral, comportamental, a que se deve dedicar com determinação e coragem.

Caro leitor, este é o seu momento. Mire-se nos ensinos espíritas. Vista-se do entusiasmo que o bem propicia aos seres que lhe sentem as virtudes. Devote-se à causa espírita, que faz mártires na abnegação, heróis na luta e santos na renúncia. Siga em frente, e para o Alto.

E juntos, cantemos hosanas ao Senhor da Vida, em louvor e em gratidão à mensagem espírita que está à nossa disposição, bem como pelo insigne Codificador da Doutrina Espírita: Allan Kardec.

Ainda, segundo as palavras de Vianna de Carvalho, que encontramos no texto acima indicado, sem O livro dos Espíritos, com seus parâmetros soberanos e esclarecedores, não existe Doutrina Espírita, tanto quanto sem Allan Kardec não existiria esse colosso granítico demarcador da Humanidade, que é O livro dos Espíritos, que o porvir bendirá, tornando-se manual iluminativo para as consciências do presente e do futuro.

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