Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Curso de Qualificação do Trabalhador Espírita

junho/2014

O último final de semana do mês de abril demarcou o segundo encontro dos inscritos no Curso de Qualificação do Trabalhador Espírita, no Recanto Lins de Vasconcellos,em Balsa Nova, PR. Além dos cinquenta participantes das Uniões Regionais Espíritas – UREs (somente três UREs não enviaram seus representantes), os diretores de departamentos, coordenadores de áreas e setores da Federação Espírita do Paraná, com seus assessores, se fizeram presentes.

O Projeto é arrojado e, para alguns, um tanto difícil de se entender porque demorar tanto para se formar multiplicadores. Numa época em que vivemos a possibilidade de tudo gravar em áudio e vídeo, para utilização a qualquer tempo, por que se mobilizar tantas pessoas, em período tão largo (até agosto do ano em curso)?

Consideremos que podemos realizar muitas coisas, servindo-nos, sim, das possibilidades que as mídias nos oferecem, no entanto, não podemos esquecer de um componente importante: a convivência, a confraternização, o trabalhar e construir juntos.

Lembramos que no cap. VI de O Evangelho segundo o Espiritismo, item 5, o Espírito de Verdade leciona: Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

E o amor não descarta a convivência, o diálogo, o debate de ideias, o saber ouvir e saber falar, tudo a seu tempo e na hora precisa. E é isso que esse Curso propicia, nessa primeira fase, objetivando formar multiplicadores para as UREs.

Dissemos que é um projeto arrojado porque requer comprometimento, dedicação, empreendimento de tempo e vontade.

E, não desconsideramos a exortação kardequiana: Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas (…)Obras Póstumas – Projeto 1868.

É salutar observarmos presidentes de UREs, diretores de departamentos das UREs e da FEP, lideranças espíritas das mais variadas regiões, retomarem lições aprendidas e estudadas, analisando-as sob novo e aprofundado ângulo, sob a batuta de Sandra Della Pola, a gaúcha que, desde o ano de 1998, vem contribuindo com o Paraná espírita.

Marco Antonio Negrão trabalhou o item Movimento Espírita, detendo-se, especialmente, no item que trata do Movimento Federativo Estadual.

Importante se destaque que os participantes comparecem com a lição de casa bem realizada, porque todos, de um encontro a outro têm capítulos de livros, quando não livros inteiros para ler, analisar, trazer apontamentos.

E as quinze horas de estudo, que se dividem em exposição narrativa, exposição dialogada, debates, análise de textos, trabalhos em grupos, não permitem tempo que não deva ser aproveitado.

Nessa segunda etapa, a abordagem girou em torno da Metodologia da Ciência Espírita, O Codificador e a Codificação, O Centro Espírita e o Movimento Espírita, tendo como livros base, O que é o Espiritismo e Viagem Espírita de 1862 e outras viagens, de Allan Kardec, com registros ainda de textos extraídos da obra mediúnica de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Destaque especial teve a mensagem de Bezerra de Menezes, que reproduzimos.

O próximo Encontro ficou agendado para os dias 28 e 29 de junho.

 

União e Unificação

A união dos espíritas é ação que não pode ser postergada, e a unificação é o laço de segurança dessa união.

A união vitaliza os ideais dos trabalhadores, mas a unificação condu-los ao equilíbrio pelas fileiras do serviço.

A união demonstra a excelência da qualidade da Doutrina Espírita nos corações, mas a unificação preserva essa qualidade para que passe à posteridade conforme recebemos do ínclito Codificador.

Em união somos felizes. Em unificação estamos garantindo a preservação do Movimento Espírita ante os desafios do futuro.

Em união teremos resistência para enfrentar o mal que existe em nós e aquele que cerca nosso caminho, tentando impossibilitar-nos o avanço. Em unificação estaremos consolidando as atividades que o futuro coroará de bênçãos.

Em união marcharemos, ajudando-nos reciprocamente. Em unificação estaremos ampliando os horizontes da divulgação doutrinária em bases corretas e equilibradas.

Com união demonstraremos a nós mesmos que é possível amar sem exigir nada. Com unificação colocaremos as ideias pessoais em plano secundário, objetivando a coletividade.

Com união construiremos o bom, o belo e o nobre. Com unificação teremos de volta o pensamento do Codificador, desejando a unidade da Doutrina e do Movimento Espírita.

Com união entre os companheiros encarnados, tornar-se-nos-á mais fácil o intercâmbio entre nós outros, os que os precedemos na viagem de volta, e os que rumam pela estrada difícil.

Com unificação estaremos vivenciando o Evangelho de Jesus, quando o Mestre assevera – Um só rebanho, um só pastor.

Unindo-nos com os propósitos dos Mentores da Humanidade que esperam a influência que o Espiritismo provocará no mundo, à medida que seja conhecido e adotado nas áreas da ciência, das artes, do pensamento filosófico e das religiões.

União para unificação é o desafio do momento.

Rogando a Jesus que nos abençoe e nos dê a Sua paz, sou o servidor humílimo e paternal de sempre.

Bezerra de Menezes.
Divaldo Pereira Franco/Aos espíritas/ed. LEAL.

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