Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Crianças massacradas

julho/2014

Quando pensamos que já aconteceu todo tipo de barbárie, numa sociedade que se considera culta e organizada, somos surpreendidos por novos acontecimentos de crueldade que chocam, mesmo as pessoas menos sensíveis.

Desejamos referir-nos ao trágico e inaceitável sequestro de duzentas e sessenta meninas, na Escola de Chibok, na Nigéria, pelo Grupo Islâmico radical de Boko Haram, que as pretende vender para a escravidão sexual e humana, mediante as mais aberrantes condições.

Os apelos dos familiares das vítimas sensibilizam outras nações, mas a verdade é que, embora algumas houvessem conseguido fugir da arbitrariedade, as outras parecem haver sido transferidas para outros países, onde foram atiradas ao cativeiro, à prostituição contra a vontade, ao abandono…

Não é de hoje, porém, que acontecimentos semelhantes aterrorizam a vida infantil.

Por ocasião da Cruzada de 1212, um outro fanático, de nome Estêvão Cloyes, atraiu centenas de milhares de crianças para irem defender o sepulcro vazio de Jesus, sob a alegação de que a sua inocência poderia libertar o local em que o Mestre fora sepultado. Por isso, foi denominada como a Cruzada dos Inocentes. (…) No ano de 2004, a Humanidade ficou estarrecida com a morte de trezentas e trinta e duas pessoas em Beslan, na Rússia, pelos terroristas chechenos, entre as quais cento e oitenta e cinco crianças. Quando as criaturas alcançam esse patamar de destruição de vidas infantis, é evidente que se encontra em estágio de primitivismo. Nunca será demais clamar contra o fanatismo de qualquer espécie, assim como a crueldade, especialmente contra crianças, e propor o retorno dos seres humanos ao Evangelho, à vivência do amor, mantendo a mesma dignidade vivida por Ele.

Divaldo Pereira Franco/Jornal A Tarde,
coluna Opinião, de 22 de maio de 2014.

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